Falta de acessibilidade gera críticas às eleições na Ponte Preta
Divulgação | Ponte Preta
Falta de acessibilidade gera críticas às eleições na Ponte Preta

Faltando apenas três dias para as eleições que definirão os futuros dirigentes da Ponte Preta para o quadriênio 2022-2025, uma nova questão agita o ambiente pelos lados do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Dessa vez, por incrível que pareça, a dúvida é em relação ao andar onde a urna que receberá os votos ficará instalada. Como o número de conselheiros aptos a participar do pleito é pequeno, são cerca de 800 conselheiros, cada voto se torna importante para a escolha da chapa que vai comandar o clube nos próximos anos.

Tradicionalmente, a eleição é realizada dentro do Salão Nobre Pedro Pinheiro, que fica no primeiro andar do estádio e com o acesso feito somente por escadas. Não há rampas ou elevador à disposição dos conselheiros idosos ou com restrições de mobilidade. A escolha por colocar apenas uma urna para votação, no piso superior, seria uma estratégia da atual diretoria, comandada por Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, para evitar que possíveis eleitores da chapa que faz oposição ao comando do clube receba votos dos eleitores mais velhos.

Osvijomar Seixas Queiroz, aposentado e com 88 anos de idade, é um dos conselheiros que podem votar, segundo o estatuto do clube. Porém, caso não seja colocada uma urna no andar térreo, fica praticamente impossível que ele consiga votar devido às limitações físicas que têm devido à idade. Vale destacar que Osvijomar é conselheiro do clube há mais de 60 anos, já presidiu assembleias para a escolha das chapas que comandam o clube, recebeu o título de Grande Benemérito da Ponte Preta e agora corre o risco de ser impedido de participar da escolha da nova direção.

Além da preocupação com a acessibilidade, a segurança é outro ponto sensível. Por isso, a família de Osvijomar, assim como de outros conselheiros idosos ouvidos pela reportagem, pede ao clube que tome as medidas necessárias para garantir a integridade das pessoas que forem votar.

Para responder estes questionamentos, o IG procurou o presidente do Conselho Deliberativo da Ponte Preta, Tagino Alves dos Santos, mas ele não atendeu as ligações da reportagem. Caso haja um posicionamento do clube nas próximas horas, a reportagem será devidamente atualizada.

Disputam as eleições deste ano as chapas DNA Pontepretano, que tem como líder o advogado Eduardo Lacerda, e Movimento Renascer Pontepretano (MRP), que tem a simpatia e o apoio do atual presidente alvinegro, Tiãozinho, e tem como líderes os ex-dirigentes Marco Antonio Eberlin e Gustavo Valio.

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