Clima segue agitado nos bastidores das eleições na Ponte Preta
Divulgação | Ponte Preta
Clima segue agitado nos bastidores das eleições na Ponte Preta

A contagem regressiva para as eleições na Ponte Preta já começou e o clima segue agitado nos bastidores a cinco dias do pleito que vai definir o novo mandatário do clube para o quadriênio 2022-2025. Duas chapas estão inscritas para a disputa do dia 20 de novembro: DNA Pontepretano, que tem o advogado Eduardo Lacerda Fernandes como candidato à presidência, e Movimento Renascer Pontepretano (MRP), que só divulgará o nome de seu candidato em caso de vitória. As eleições no clube campineiro são indiretas e, embora o Estatuto Social alvinegro não obrigue a apresentação prévia do nome do candidato, a decisão da MRP gera inúmeras críticas entre conselheiros e torcedores em razão da falta de transparência.

Outro tema que agita os bastidores do clube e esquenta o debate é a suposta renovação apresentada pelas chapas. De um lado, a chapa DNA Pontepretano conta com o apoio do presidente de honra Sérgio Carnielli, que exerceu forte influência no dia a dia do clube entre setembro de 1996, quando chegou ao poder, e dezembro de 2017. Do outro, a chapa MRP, que tem um discurso extremamente crítico às gestões de Carnielli, mas reúne uma vasta lista de nomes que em algum momento estiveram ao lado do veterano dirigente ou que participam da atual gestão do clube, sob o comando do criticado Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho.

Na chapa DNA Pontepretano, o candidato Eduardo Lacerda chancela o discurso da renovação e de novos ares para o dia a dia do clube a partir de seu próprio exemplo. Ele teve apenas uma experiência na gestão do clube, entre 2014 e o início de 2017, quando atuou como diretor de Marketing. Além disso, Lacerda tem apresentado os nomes de conselheiros que nunca estiveram no clube e vão compor o grupo de trabalho sob seu comando, como o advogado Alexandre Gialluca, o economista Edison Ticle e o empresário Flavio Olmos.

Por outro lado, na MRP chama atenção a presença de nomes que, embora críticos à influência de Sérgio Carnielli, caminharam ao seu lado por muitos anos, como o ex-vice-presidente Marco Antonio Eberlin, o ex-presidente José Armando Abdalla Junior e Gustavo Valio, diretor financeiro do clube entre 2015 e 2019. Curiosamente, Valio respondia pelas finanças do clube em 2017, um dos principais alvos das críticas da MRP em razão do rebaixamento da Ponte Preta na Série A do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Também estão ao lado da MRP os nomes de ex-presidentes como Marcos Garcia Costa (83 anos), Peri Chaib (84) e Nivaldo Baldo (69), com administrações entre 1987 e 1996, justamente num período em que o clube se destacava muito mais por notícias fora de campo, com atraso de salários, perda de atletas e penhora de bens, do que por boas campanhas dentro de campo.

Outro ponto que chama bastante atenção e contradiz o discurso da renovação da MRP refere-se ao atual presidente Sebastião Arcanjo. Embora oficialmente adote o discurso da neutralidade no processo, Tiãozinho e seu braço direito, o superintendente David Martins, trabalham diariamente nos bastidores pela vitória da MRP, inclusive com ações junto às torcidas organizadas do clube. Nos últimos dias, surgiram denúncias sobre perseguição da atual gestão a conselheiros que manifestaram seu apoio à chapa DNA Pontepretano, como no caso do ex-diretor das categorias de base, Fábio Abdalla, desligado no mesmo dia em que participou de evento promovido pela DNA, e do radialista Marcos Cerone, boicotado pela assessoria de imprensa do clube nas coletivas de imprensa desde que seu nome apareceu como conselheiro integrante da chapa DNA. Por outro lado, nenhum tipo de represália foi imposta ao diretor Financeiro, Decio Sirbone, e ao diretor Administrativo, Maurilei Pereira, que integram a chapa MRP.

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