Greve de silêncio na Ponte Preta
PontePress | DiegoAlmeida
Greve de silêncio na Ponte Preta

O elenco da Ponte Preta voltou a adotar a greve de silêncio em protesto contra o recorrente atraso no pagamento dos salários durante o empate sem gols contra o líder Botafogo, ontem à noite, em Campinas, pela 35ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado levou a Macaca aos 43 pontos e muito próxima de se livrar da ameaça de rebaixamento. Um empate na próxima segunda-feira, 15/11, contra o Londrina, fora de casa, poderá confirmar a permanência do clube campineiro na Segunda Divisão nacional.

Essa é a terceira vez durante a Série B que o elenco pontepretano adota a “lei do silêncio” como forma de protesto. O último protesto foi encerrado há exatamente um mês. De acordo com nota divulgada pela Ponte Preta, o clube está se esforçando para quitar as pendências o mais rápido possível. Hoje, os salários pagos em carteira (CLT) estariam atrasados em quatro dias, enquanto as pendências relativas ao direito de imagem variam entre um e três meses.

O problema recorrente tem gerado enorme insatisfação nos bastidores do clube. De acordo com o apurado pela reportagem, o elenco já não confia nas seguidas promessas não cumpridas pela atual diretoria, sob o comando de Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. Além disso, o atraso nos salários também impacta a rotina dos funcionários que recebem valores inferiores a R$ 2 mil, como cozinheiras, porteiros e seguranças.

Outro ponto que gerou enorme insatisfação no elenco foi a briga da atual diretoria com o presidente de honra, Sérgio Carnielli, a quem o clube costumava recorrer em momentos de crise financeira. Durante a Série B, Carnielli chegou a pagar premiação por vitórias em três partidas da equipe, o que contribuiu para minimizar a falta de pagamento, especialmente aos atletas mais jovens e funcionários do clube. O pagamento foi suspenso após o rompimento definitivo entre Carnielli e Tiãozinho, que hoje é adversário do presidente de honra e apoia a chapa Movimento Renascer Pontepretano (MRP), sob liderança do ex-vice-presidente Marco Antonio Eberlin e de Gustavo Valio, diretor financeiro do clube entre 2015 e 2019, outros dois desafetos de Carnielli.

“Os caras (diretoria) estão malucos. Conseguiram brigar com quem sempre ajudou nos momentos de dificuldade. Estamos nos dedicando ao máximo dentro de campo, conquistando os resultados e não vamos deixar a Ponte cair. Quem vê nosso comprometimento dentro de campo sabe disso. Mas já cansamos das promessas não cumpridas”, confidenciou à reportagem um dos líderes do elenco, sob a condição do anonimato por medo de represálias.

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