Nos bastidores da Ponte Preta
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Nos bastidores da Ponte Preta

Assim como já tinha sido antecipado pelo IG na última terça-feira (19), o presidente do Conselho Deliberativo da Ponte Preta, Tagino Alves dos Santos, concedeu uma entrevista coletiva virtual nesta quinta-feira (21) para se defender das acusações de ter realizado exclusões irregulares de conselheiros do quadro do clube. A manobra teria como objetivo retirar do processo eleitoral conselheiros que não estão de acordo com a atual administração e manifestaram seu apoio à chapa DNA Pontepretano. A definição da nova diretoria do clube campineiro está marcada para o dia 20 de novembro.

Desde o começo da polêmica, uma série de conselheiros que se sentiram prejudicados pela decisão buscaram reaver seus direitos políticos na Justiça. Pelo menos 12 pessoas já conseguiram reverter a exclusão e estão aptas a participar das eleições.

Como havia dito ao IG, Tagino apresentou sua versão sobre as exclusões. “O estatuto social da Ponte Preta e o regimento interno preveem penalidades em caso de infração ao nosso estatuto. Temos as obrigações financeiras do conselheiro e do associado, e também estão previstas penalidades para quem não cumpri-las”, disse o atual presidente do Conselho Deliberativo. O procedimento é contestado pelos conselheiros excluídos, que alegam sequer terem sido notificados sobre eventuais pendências com o clube, como prevê o estatuto.

Outro ponto polêmico refere-se à segurança do pleito. Em setembro, na última reunião presencial do Conselho Deliberativo, foram registradas tentativas de intimidação e agressão a um grupo de conselheiros. Além disso, o clube permitiu o acesso de integrantes de torcidas organizadas à reunião, que era restrita aos conselheiros. Mesmo com o clima tenso em torno das próximas eleições, Tagino prometeu que todas as medidas serão tomadas para que os conselheiros possam votar de forma segura no dia 20 do próximo mês. “Em relação à segurança para o dia do pleito, não vai haver problema em relação a isso. Conversei com a diretoria executiva e solicitei reforço para que isso não ocorra mais”, disse.

No dia 20 de novembro, os eleitores vão eleger os membros titulares e suplentes do Conselho para o quadriênio de 2022/2025. O presidente e vices da diretoria executiva para o mesmo período serão escolhidos pelos conselheiros da chapa vencedora. Por enquanto, duas chapas já se colocaram como opção: DNA Pontepretano e Movimento Renascer Pontepretano (MRP). Ao todo, 785 conselheiros têm direito a voto, conforme relação divulgada pela própria Ponte Preta.

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Mesmo sem a necessidade de divulgar de forma antecipada quem será o presidente escolhido pela chapa em caso de vitória, a chapa DNA Pontepretano já anunciou que o seu postulante ao cargo é o advogado Eduardo Lacerda Fernandes.  




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