Jogadores do Real Madrid comemoram o gol da vitória sobre o Barcelona
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Jogadores do Real Madrid comemoram o gol da vitória sobre o Barcelona

Enquanto os jogadores do Real Madrid comemoravam o gol no apagar das luzes que deu a vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona, no El Clásico do último domingo (25), válido pela 10ª rodada do Campeonato Espanhol, o meio-campista Camavinga foi atingido no rosto por um torcedor com um mastro de bandeira. Conforme informou o Diario AS nesta quinta-feira, o responsável foi identificado pela polícia local e responderá por seu ato.

O individuo, que estava nas arquibancadas para apoiar o time catalão, deverá ser multado em valores astronômicos pela Justiça da Espanha. As cifras variam de € 3.000 a € 60.000 (aproximadamente R$ 17.880 a R$ 357.600).

Além disso, o torcedor ficará proibido de frequentar estádios por um período de dois a cinco anos, ainda segundo reportou o AS. 

Nó tático de Mourinho e vitória merengue

O Real Madrid encontrou uma maneira de neutralizar o Barcelona no Clássico do último domingo (25) e, segundo o jornal espanhol Marca,  a estratégia de José Mourinho foi decisiva para a vitória por 2 a 1. Com uma equipe agressiva nos duelos, organizada sem a bola e preparada para aproveitar os espaços da defesa adversária, o time merengue conseguiu impor seu ritmo e dificultar a saída dos catalães. O plano foi acompanhado por uma mensagem do treinador durante a preparação: o Real Madrid precisava competir sem se intimidar diante do rival.

O Real Madrid venceu o Barça fora de casa
Reprodução/Instagram
O Real Madrid venceu o Barça fora de casa

A ideia não era simplesmente recuar e esperar pelas investidas do Barcelona. Mourinho queria uma equipe capaz de disputar a posse, escapar da pressão e acelerar quando encontrasse espaço para atacar. A preparação realizada em Valdebebas buscou justamente combinar disciplina tática e intensidade, com os jogadores conscientes de que cada disputa poderia fazer diferença em um confronto desse tamanho.

Mourinho preparou armadilha para superar a pressão do Barcelona

De acordo com o Marca, Mourinho não queria ver o Real Madrid preso perto da própria área durante toda a partida. A orientação era encontrar alternativas para sair jogando mesmo diante da pressão alta do Barcelona, usando passes e movimentações para abrir espaços na marcação adversária. A entrada de Bernardo na equipe titular foi apontada como importante nesse processo, dando mais critério à saída de bola.

José Mourinho, técnico do Real Madrid
Divulgação / Real Madrid
José Mourinho, técnico do Real Madrid

A estratégia também passava por atrair os jogadores do Barcelona e aproveitar os espaços que surgissem atrás da linha defensiva. Como o time catalão costuma jogar com a defesa adiantada, o Real Madrid procurou preparar suas jogadas para acelerar assim que encontrasse condições de atacar a profundidade. A intenção era evitar a troca excessiva de passes e chegar rapidamente ao campo ofensivo.

Nesse cenário, Arda Güler, Diomande e Kylian Mbappé apareciam como peças importantes pela velocidade e pela capacidade de atacar os espaços. A proposta era fazer a bola chegar rapidamente aos jogadores de frente, antes que a defesa catalã conseguisse se reorganizar. Dessa forma, a equipe poderia transformar os espaços concedidos pelo adversário em oportunidades de gol.

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Defesa do Real Madrid também foi decisiva

O plano de Mourinho exigia atenção redobrada na defesa. Para explorar os espaços deixados pelo Barcelona sem ficar vulnerável aos contra-ataques, o Real Madrid precisava manter o posicionamento e evitar que sua linha defensiva ficasse exposta. A equipe buscou equilibrar a proteção da própria área com a possibilidade de recuperar a bola e partir rapidamente para o ataque.

Os duelos individuais também tiveram papel importante. Segundo a análise do Marca, o time merengue conseguiu se impor fisicamente em diferentes setores e terminou com vantagem no número de disputas vencidas. Nas laterais, a marcação procurou limitar as ações de Lamine Yamal e Gordon, evitando que os jogadores encontrassem liberdade para conduzir a bola para dentro e criar situações de perigo.

A proposta era que cada atleta entendesse sua responsabilidade dentro do sistema. Um duelo perdido poderia abrir espaço para o Barcelona avançar e comprometer a organização de todo o time. Por isso, a intensidade precisava estar presente durante os 90 minutos, sem que a equipe abandonasse o posicionamento definido pela comissão técnica.


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