Gabriel Paulista, zagueiro do Corinthians
Reprodução / Instagram - @gpaulista5
Gabriel Paulista, zagueiro do Corinthians

Gabriel Paulista, zagueiro do Corinthians, detonou a direitoria do clube alvinegro após a derrota deste domingo (11), por 4 a 1, para o rival Palmeiras.

Emocionado na zona mista do Nubank Parque, depois do clássico válido pela 30ª rodada do Brasileirão, o experiente defensor de 35 anos desabafou e abriu o jogo sobre o momento turbulento vivido no Timão, sob a presidência de Osmar Stábile.

"Talvez, o que eu falar vá ser um pouquinho forte, porque eu tenho 18 anos de carreira, já vivi esse momento, fui campeão... Só que um detalhe que é muito importante em todos os clubes que eu joguei e nessa situação que eu passei, a diretoria sempre protegeu os atletas de alguma maneira, davam a vida para proteger nós jogadores. E aqui no Corinthians eu não vejo nenhuma proteção". Gabriel Paulista

"Lógico que quem dá a cara ali dentro, somos nós jogadores, e a gente tem que dar a vida, tem que defender o escudo que a gente veste, respeitar o Corinthians. Mas, tem muita gente aqui dentro do Corinthians que não respeita esse clube, que talvez não saiba o que significa isso. Eu sei bem o que significa isso daqui'', disse o zagueiro.

Na sequência, Gabriel Paulista continuou sua fala, expondo ainda mais a gestão da diretoria corinthiana. 

'Eu estou pouco me importando, porque é minha carreira, e se alguém da diretoria quiser falar comigo porque falei alguma besteira, eu volto aqui e falo de novo, porque não é besteira o que eu estou falando. A gente precisa de proteção. Precisa que paguem o salário, que deixem os funcionários com salários pagos, porque isso afeta. Isso de salário atrasado, eu consigo me manter por um tempo, porque fiz uma carreira. E deixei muita coisa lá fora pra viver um sonho, meu e da minha família, de vestir a camisa do Corinthians. Só que tem jogador que tá subindo da base que tenho certeza que está passando dificuldade. Tenho certeza que estão pensando que talvez um familiar esteja com alguma dificuldade e não conseguem ajudar. Porque eu também já vivi isso, eu ganhava pouco e minha família precisava de mim. Eu vim de uma família pobre e não conseguia ajudar''.


''Talvez para vocês da imprensa, para os jogadores, eu tô falando besteira. Mas não, isso tá afetando demais. Ontem eu me coloquei à disposição para ajudar alguém que estiver precisando. Graças a Deus, ele me deu tudo isso e que eu posso ajudar alguém. Mas, p..., que vergonha eu chegar aqui e falar que um atleta está passando dificuldade e um outro atleta tem que ajudar. Isso é uma vergonha pelo clube que é o Corinthians. Mas, é passar para os torcedores que esse grupo é muito bom e a gente vai conseguir os resultados necessários para sair dessa. Só que vai ser só a gente. Vamos nos reunir e vamos nos juntar cada vez mais. Se tiver que morrer, vai morrer todo mundo junto. Mas isso não vai acontecer e se f... o resto'', completou.

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Com o revés para o arquirrival Palmeiras, o Corinthians amargou a oitava derrota seguida no Campeonato Brasileiro, ficando a um passo da zona de rebaixamento, na 16ª colocação. O clube do Parque São Jorge segue estacionado nos 32 pontos, os mesmos que o Internacional, que abre a sequência dos quatro últimos da Série A. 

Na agenda

Após vencer o Dérbi, o  Palmeiras  agora vira a chave para a Libertadores. O clube alviverde viaja ao Rio de Janeiro para encarar o Fluminense pelo jogo de ida das semifinais da competição, na quarta-feira (14), às 21h30 (de Brasília).

Já o  Corinthians  terá alguns dias de descanso até voltar a campo na próxima segunda-feira (19), quando recebe o Vitória pela 30ª rodada do Brasileirão, às 20h.

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