
Seis meses após a votação do impeachment que o afastou da presidência do São Paulo, o empresário Julio Casares renunciou ao cargo de conselheiro e pediu para deixar o clube.
De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo jornalista Valentin Furlan e confirmadas pela reportagem do iG, o ex-presidente comunicou a sua decisão de sair do Conselho Deliberativo do Tricolor do Morumbi nesta quarta-feira (29).
Gastos no cartão corporativo do São Paulo
O pedido de Julio Casares acontece em meio à ligação de seu nome com diversos escândalos nos bastidores do São Paulo. Na última semana, a polêmica envolveu gastos no cartão corporativo do clube.
Entre os gastos realizados por Casares com as contas do Tricolor estão casas de charutaria, lojas e restaurantes de luxo, despesas médicas e salão de beleza, como informou o ge.
De acordo com a publicação, o ex-mandatário devolveu R$ 560.401,74 em novembro do ano passado, quando já haviam sido reveladas denúncias contra a administração do clube. Casares, que sofreu um processo de impeachment e renunciou ao cargo no começo de 2026, passou a ser investigado por furto qualificado e lavagem de dinheiro por uma força-tarefa entre Ministério Público e Polícia Civil, que apura irregularidades no clube.
No entanto, os gastos com cartão corporativo não fazem parte dessa investigação. De acordo com o inquérito, o ex-presidente é suspeito de se apropriar de cerca de R$11 milhões dos cofres da instituição, sem justificar a finalidade dos saques. Casares ainda sofria um processo administrativo interno que pode expulsá-lo do quadro associativo. A votação, inclusive, aconteceria nesta quinta-feira (30).