
Vini Jr chegou à Copa do Mundo de 2026 cobrado por protagonismo na Seleção Brasileira. Três jogos depois, a resposta veio em gols, regularidade e uma marca que recoloca o camisa 7 em um recorte histórico importante.
Com os dois gols marcados contra a Escócia, nesta quarta-feira, o atacante chegou a quatro gols na atual edição do Mundial. Mais do que isso: balançou as redes em todos os jogos do Brasil na fase de grupos.
A Seleção não tinha um jogador marcando nas três partidas da primeira fase desde 2002, ano do pentacampeonato. Naquela Copa, Ronaldo marcou contra Turquia, China e Costa Rica. Rivaldo também deixou o dele nos três compromissos iniciais.
Desde então, nomes importantes passaram pelo ataque brasileiro sem repetir a sequência. Vini conseguiu.
Vini é mais eficiente que Messi, Mbappé e Haaland
A briga pela artilharia da Copa de 2026 tem nomes pesados, mas os números colocam Vini Jr em uma posição especial.

Messi lidera a lista, com cinco gols em dois jogos pela Argentina. Logo atrás aparecem Vini Jr, Mbappé e Haaland, todos com quatro gols. A diferença é que o brasileiro foi mais eficiente até aqui.

Vini marcou quatro vezes em apenas dez finalizações. Isso representa conversão de 40%, índice superior ao de Messi, que tem 38%, Mbappé, com 33%, e Haaland, com 40%. Na precisão dos chutes, o camisa 7 também se destaca: 80% das finalizações foram na direção do gol, acima dos 62% de Messi, 58% de Mbappé e 70% de Haaland.

Vini tem ainda média de 2,11 gols por 90 minutos e precisa, em média, de 43 minutos para marcar. Entre os concorrentes diretos, Messi aparece com um gol a cada 34 minutos, Mbappé a cada 45 e Haaland também a cada 45.

Ao todo, o Camisa 7 da Seleção chega a cinco gols em Copas do Mundo. Ainda está longe dos maiores goleadores brasileiros da história do torneio, lista liderada por Ronaldo, com 15 gols, e Pelé, com 12.
Feito com peso de 2002
A comparação com Ronaldo e Rivaldo não é pequena. Em 2002, os dois foram protagonistas absolutos da campanha do penta. Ronaldo terminou como artilheiro daquela Copa, com oito gols. Rivaldo marcou em cinco jogos seguidos e foi decisivo na construção ofensiva do time de Felipão.
