
Com 1,73 m de altura, Endrick não está na lista de jogadores mais baixos da história. Mas para os padrões do futebol atual, a jovem estrela brasileira sofre com a concorrência de gigantes na posição de camisa 9. Na Europa, Haaland, Lewandowski e Kane são alguns exemplos de centro-avantes que fazem sucesso nos principais clubes.
Para se destacar nos campos do Velho Continente, o atacante, de 19 anos, precisou mostrar muita força física. Contudo, o talento para fazer gols tem compensado a baixa estatura e é o grande diferencial do jogador. O faro de artilheiro e o estilo de Endrick fazem referências ao futebol do passado, onde o talento e código de vestimenta marcaram época.

Desde os tempos de juvenil no Palmeiras, onde foi revelado, o jovem atua com a camisa por dentro do calção cumprindo um protocolo antigo da FIFA. Apesar de nunca ter sido algo obrigatório, essa regra de etiqueta acabou sendo definitivamente extinta pela entidade em 2016.
Endrick também se diferencia dos colegas de profissão pela ausência de tatuagens no corpo — uma moda rara para os atletas que atuaram no século passado, mas que virou febre hoje em dia entre os jogadores.

Artilheiro retrô
O perfil de Endrick lembra os jogadores da década de 90. Pela baixa estatura e faro de artilheiro, o jovem poderia ter Romário, campeão do mundo pela Seleção Brasileira, como ídolo. Mas o estilo "retrô" de Endrick consegue retornar ainda mais na linha do tempo do futebol.
Ele chamou a atenção da imprensa mundial e dos torcedores brasileiros por um escolha inusitada. Ao ser perguntado em uma entrevista sobre qual seria o seu jogador favorito, ele respondeu: "Bobby Charlton".
O atacante inglês da década de 1960 marcou época e virou meme depois da declaração de Endrick.

Com o estilo peculiar, carisma e faro de gol, Endrick busca espaço na Seleção Brasileira. Assim como na Europa, ele vai precisar provar para Carlo Ancelotti que tamanho não faz diferença para quem tem o dom de balançar as redes.