
O Benfica veio a público, na última terça-feira (17), para defender o jogador argentino Gianluca Prestianni, acusado de racismo por Vini Jr. A denúncia do brasileiro ocorreu horas antes, durante a partida entre o clube português e o Real Madrid, no jogo de ida dos playoffs da Champions League.
Por meio de publicações feitas no perfil oficial, nas redes sociais, o time de Portugal se manifestou, escolhendo apoiar o meio-campista.
"Juntos, ao teu lado", escreveu o Benfica sobre uma postagem de Prestianni no X (antigo Twitter), onde o atleta nega a denúncia de Vinicius Jr.
Além disso, a equipe de Lisboa questionou a versão dos atletas merengues, exposta por Mbappé. O craque francês do Real Madrid afirmou que escutou, junto de Vini Jr., os insultos racistas de Prestianni. "Prestianni claramente chamou Vini de macaco. Isso aconteceu cinco vezes. Eu vi, a Uefa tem as melhores câmeras. Agora temos que esperar. Isso é inaceitável", disse o atacante após o apito final do jogo, em entrevista à TNT Sports.
"Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que afirmam que ouviram". afirmou o clube português acima de um vídeo do possível momento em que o episódio aconteceu.
Outro a endossar a atitude de Prestianni foi o treinador dos Encarnados, José Mourinho. Em fala concedida na coletiva depois do jogo, ainda no Estádio da Luz, o experiente comandante afirmou: “Quando isso acontece em tantos estádios, sempre com o mesmo motivo, há algo errado. Eu disse ao Vini: você marcou um golaço, por que comemorou desse jeito? Por que você não pode comemorar um gol simplesmente com a alegria de ser um grande jogador?”.
Entenda o caso

Após marcar o gol que abriu o placar para o Real Madrid sobre o Benfica, o atacante Vinicius Júnior acusou o meia argentino Gianluca Prestianni de racismo ao árbitro François Letexier.
Aos 5 minutos da segunda etapa do jogo de ida dos playoffs da Champions League, disputado no Estádio da Luz, em Portugal, Vini Jr. marcou um golaço para colocar sua equipe em vantagem.
Enquanto retornava de sua comemoração, uma característica dança em frente à bandeirinha de escanteio, o brasileiro viu Prestianni tapar sua boca com a camiseta e falar algo em sua direção.
Logo após isso, foi ao responsável pelo apito na partida. Letexier imediatamente fez um "X" com os seus braços, para sinalizar o protocolo de racismo da Uefa.