
Pressionado pela fase ruim, especialmente após nova derrota em casa pelo Brasileirão diante do Bahia na última quarta (11), Fernando Diniz, técnico do Vasco, explodiu durante a entrevista coletiva em São Januário após o apito final do jogo.
O comandante cruz-maltino se revoltou com um questionamento feito por Joel Silva sobre o aproveitamento ruim do treinador pelo clube carioca. "São 52 jogos e 21 derrotas à frente do Vasco. Isso tem gerado críticas do torcedor, como as vaias, não só por conta de hoje. Os resultados não são bons. Como você se sente diante dessa pressão? Como você se sente em relação à própria diretoria do Vasco? Como é avaliado o seu trabalho nesse sentido?", indagou o jornalista.
De imediato, Diniz contra-atacou. "Contra o Botafogo (no Carioca), a gente ganhou, quando a gente quer trazer os números, e é conveniente para colocar mais pressão como você (repórter) está fazendo, aí você traz, né? Não é a primeira vez que você faz isso. Eu estou aqui para ser pressionado mesmo. Os números são esses, mas você sabe que o rendimento, não era para ter esses números desde o ano passado", iniciou Diniz.
"Eu vou sustentar, e eu acredito que o trabalho, os números vão mudar, o placar final do jogo vai mudar, é isso que eu espero. Da diretoria, eu não conversei nada, mas eu sou seguro daquilo que eu faço, quando tiver uma outra oportunidade, você vai trazer os números de novo, está sendo uma prática sua, tudo bem, estou aqui para responder e está tudo certo, está tudo bem", acrescentou.
"Já é a terceira ou quarta vez que você traz. Eu não vou discutir, eu estou respondendo, está tudo certo, tá? Você está ganhando hoje, comemora", completou.
Cabe ressaltar que Fernando Diniz atingiu a marca negativa de 9 derrotas, 1 empate e uma vitória nos últimos 11 jogos dirigindo o Vasco no Campeonato Brasileiro. Além disso, o treinador passou a ter mais resultados negativos do que positivos em toda sua carreira na Série A: são 85 contra 84, de acordo com levantamento feito pelo perfil OptaJoao.
Fala, Diniz
Fernando Diniz também avaliou as vaias que recebeu dos cruz-maltinos nas arquibancadas de São Januário ao término do jogo.
"Sentimento de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado, tem que ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável quando a equipe não ganha. Agora, a equipe produziu para ganhar, o Bahia chutou sete vezes, nós 20. A gente entrou no último terço do campo 51 vezes, a gente teve oportunidade suficiente para virar o jogo e não virou. Agora, se tem alguém para vaiar, eu que sou o cara para vaiar mesmo. Estou aqui para sustentar isso, dar a resposta mais positiva e o time começar a ganhar, senão a gente vai ser hostilizado mesmo, e eu vou ser o mais hostilizado e estou preparado para isso", disse o treinador.
"O time tem que conseguir converter e não é de hoje, o Campeonato Brasileiro desse ano, converter as oportunidades em gol. O Bahia não teve nenhuma grande chance, a gente falhou na marcação no escanteio, eles fizeram uma jogada ensaiada e a gente tomou na hora, de maneira improvisada, não era uma jogada que estava mapeada pela gente, pelo Bahia, não fez essa jogada nos últimos 10 jogos. Pelo que a gente ficou sabendo, o Everton (Ribeiro) que combinou na hora, botou a bola e o cara (Juba) teve a felicidade de fazer o gol", finalizou.
O Gigante da Colina volta a campo para receber o Volta Redonda, no sábado (14) pelo Campeonato Carioca, às 21h30 (de Brasília). Já pelo Brasileirão, a equipe viaja para a baixada para medir forças contra o Santos, dia 26, às 19h.