Madrasta denuncia suposto assédio a jovem atleta em torneio em SP
Montagem iG (Imagens: Reprodução/Redes Sociais e Paulo Marcos/Assessoria ACG)
Madrasta denuncia suposto assédio a jovem atleta em torneio em SP

Camila Marques, madrasta de um jovem atleta de 13 anos, denunciou nas redes sociais que o adolescente sofreu assédio sexual, intimidação e tentativa de coação durante a disputa de um campeonato de futebol de base, em Itapetininga, no interior de São Paulo, no início de janeiro. A denúncia foi publicada nesta segunda-feira (26), no perfil de Camila.

Assista ao vídeo publicado por Camila Marques

Parte 1

@portal_ig Essa é a parte 1 do vídeo onde Camila Marques, madrasta de um jovem atleta de 13 anos, denunciou nas redes sociais que o adolescente sofreu assédio sexual, intimidação e tentativa de coação ao silêncio durante a disputa de um campeonato de futebol de base, em Itapetininga, no interior de São Paulo, no início de janeiro. O caso ocorreu em alojamentos disponibilizados para convidados do Atlético Goianiense. 🔗 Veja as notícias do Portal iG e acesse o Canal do Whatsapp no Link da Bio 📲 📹 Reprodução / @maedeenteado #PortaliG ♬ original sound - iG



Parte 2

@portal_ig A parte 2 do vídeo onde Camila Marques, madrasta de um jovem atleta de 13 anos, denunciou nas redes sociais que o adolescente sofreu assédio sexual, intimidação e tentativa de coação ao silêncio durante a disputa de um campeonato de futebol de base, em Itapetininga, no interior de São Paulo, no início de janeiro. O caso ocorreu em alojamentos disponibilizados para convidados do Atlético Goianiense. 🔗 Veja as notícias do Portal iG e acesse o Canal do Whatsapp no Link da Bio 📲 📹 Reprodução / Instagram @ #PortaliG ♬ original sound - iG

O caso teria ocorrido em alojamentos disponibilizados para convidados do  Atlético Goianiense. 

De acordo com o relato publicado pela empresária, de 34 anos, o jovem jogador deixou o Rio de Janeiro a convite do clube para disputar o torneio. Camila Marques relatou ainda que ele ficou instalado em acomodações indicadas pelos organizadores e que todas as despesas (viagem, estadia e alimentação) foram custeadas pela própria família do atleta. 

Conforme denunciado pela madrasta, quando o jovem estava hospedado em um segundo alojamento improvisado em um salão paroquial, um homem, que se intitulava como cozinheiro, teria o seguido até o banheiro durante a madrugada. Do lado de fora, o adulto teria começado uma conversa inapropriada com o jogador, que teria gravado sete minutos de diálogo sem que o homem percebesse. 

"Meu filho ficou trancado na cabine, com medo de sair. Ele só conseguiu voltar para o alojamento quando criou coragem",  afirmou Camila Marques.

A empresária afirmou ainda que o adolescente sofreu uma tentativa de coação ao silêncio quando retornou ao primeiro alojamento. Um dirigente do Atlético-GO teria dito ao atleta para que "ficasse quieto" sobre a situação. O jovem, conforme a madastra, relatou todo o episódio à família quando voltou para sua casa, no Rio de Janeiro. Segundo Camila Marques, existem provas, como vídeos, mensagens e outros registros, mas a documentação não foi publicada pela madastra,

"Ele teve coragem de falar. Quantas outras crianças passam por isso e se calam por medo?", indagou.

Camila Marques afirmou que o caso foi registrado pelos familiares em uma delegacia e agora está sob investigação das autoridades competentes.

O Portal iG entrou em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, estado de origem da família, que confirmou que "a comunicante foi ouvida na delegacia e oitivas especiais foram realizadas com a vítima. Por se tratar de um fato ocorrido no estado de São Paulo, o caso foi encaminhado para Polícia Civil paulista, por meio da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter)". 

Os responsáveis do adolescente de 13 anos também disseram que vão exigir que a Justiça cobre medidas dos clubes e organizadores de campeonatos de base.  

O que diz o Atlético-GO 

Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, o Atlético Goianiense se manifestou sobre a denúncia. Leia abaixo na íntegra.

"O Atlético Clube Goianiense vem a público manifestar-se sobre o vídeo e os relatos que circulam nas redes sociais envolvendo um atleta menor de idade, residente no Rio de Janeiro, que participou recentemente de um torneio no interior de São Paulo.

Diante da gravidade das denúncias apresentadas, o Clube julga necessário esclarecer os fatos e reiterar seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes:

Posicionamento Institucional: O Atlético Goianiense repudia, com a máxima veemência, quaisquer atitudes de cunho homofóbico, racista, machista ou xenofóbico, e condena abominavelmente qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes. Tais comportamentos são inadmissíveis e não representam, em hipótese alguma, os princípios que regem este Clube.

Da Responsabilidade pela Delegação: O Atlético Goianiense esclarece que o convite para o atleta disputar a referida competição partiu de umas das suas escolinhas franqueadas, sendo que o responsável legal por esta unidade estava presente no local e acompanhando a delegação. Embora o Clube não possua ingerência administrativa direta sobre a gestão cotidiana das unidades franqueadas, inclusive participação em torneios, exigimos destas parceiras o mais alto padrão de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade, condizente com a história e os valores da nossa instituição.

Do Acolhimento à Família: Ao tomar conhecimento das denúncias narradas pela responsável pelo menor, que envolvem relatos de assédio, expulsão de alojamento e condutas inapropriadas por parte de terceiros, o Atlético Goianiense agiu prontamente. O Clube designou-o seu Vice-Presidente Executivo, bem como toda a estrutura do seu Departamento de Psicologia, para atuar na apuração dos fatos, acolher a família e prestar todo o suporte necessário neste momento delicado.

Compromisso com a Justiça: É importante ressaltar que os fatos relatados ocorreram fora das dependências do Atlético Goianiense, especificamente em um alojamento disponibilizado pela organização do torneio no interior do Estado de São Paulo. No entanto, isso não exime o nosso compromisso com a verdade. O Clube assegura que não poupará esforços para buscar o total esclarecimento do ocorrido e auxiliará as autoridades competentes na responsabilização criminal e civil de qualquer pessoa, seja ela ligada a uma franquia, à organização do evento ou terceiros, que tenha causado danos emocionais, físicos ou morais ao menor e sua família.

O Atlético Goianiense reafirma sua solidariedade ao atleta e seus familiares e continuará acompanhando o caso com o rigor que a situação exige.

Atlético Clube Goianiense"

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