Martín Palermo
comandou o Fortaleza
na reta final do Brasileirão
de 2025,
em uma tentativa de salvar a equipe do rebaixamento à Série B. Embora não tenha conseguido cumprir a missão, o ídolo argentino conquistou bons números à frente do Laion. O ex-atacante e agora treinador relembrou o período no clube, exaltando os embates e as experiências vividas no futebol brasileiro.
Palermo mencionou a ocasião em que enfrentou Neymar em plena Vila Belmiro, na 31ª rodada, quando o camisa 10 estava retornando de lesão no Santos após dois meses afastado. Mesmo longe dos 100%, o craque foi destaque naquela partida, deixando o treinador impressionado.
"Ele é tremendo. No dia em que ele entrou contra a gente no segundo tempo… não, ainda bem que ele estava mal. Estava mal fisicamente, mas mesmo assim fazia coisas com a bola que você ficava pensando: calma, calma", iniciou El Titán, em entrevista à ESPN Argentina.
"Quando entrou o Neymar, o time era assim: quem pegava a bola, dava no Neymar. Era impressionante. Era jogo fora de casa, e a gente ficava pensando: 'O que eu faço? Tento tirar a bola? Vou no choque?'. Porque quando você ia chocar, ele fazia tac e levava a bola. Uma coisa absurda", complementou Palermo.
Qualidade ofensiva do Brasil impressiona
Além do camisa 10 do Peixe, o jovem técnico ex-Fortaleza elogiou outros atacantes do Brasil. Ele ressaltou a qualiade do setor ofensivo do Atlético-MG, formado por Dudu, Hulk e Rony.
"Tem o Dudu, ele jogou muito contra o Lanus. Ele ficava ali na linha lateral, partia para cima toda hora. Encarava o Mancuso o tempo todo e, na primeira chance, dava um chapéu nele. Do outro lado era o Rony. O Rony fazia o corredor inteiro. E o Hulk… o Hulk, com 39 anos, você batia nele e caía. Uma besta. No Cruzeiro também é assim: jogadores todos em um nível tremendo", avaliou Palermo, que finalizou analisando os embates entre argentinos e brasileiros:
"Volto a repetir: eles (brasileiros) jogam contra times argentinos e respeitam. Sabem o que é o jogador argentino e nos respeitam. Mas o nível competitivo que existe lá é altíssimo. Uma experiência muito bonita, que graças a Deus eu pude viver — e que dá vontade de repetir".