Flamengo enfrentará o Pyramids, do Egito, na semifinal da Copa Intercontinental
Adriano Fontes / Flamengo
Flamengo enfrentará o Pyramids, do Egito, na semifinal da Copa Intercontinental

Após passar pelo Cruz Azul na última quarta-feira (11), com dois gols de Giorgian de Arrascaeta, o Flamengo se classificou à Copa Challenger, como é chamada a semifinal da Copa Intercontinental.

Agora, a equipe comandada pelo jovem treinador  Filipe Luís enfrentará o Pyramids, do Egito, em seu último desafio na busca pela vaga na decisão da competição internacional.

Historicamente, o Brasil leva vantagem contra equipes africanas nos torneios da Fifa. No entanto, alguns de nossos representantes já se complicaram diante de times do continente.

Veja abaixo todos os confrontos entre brasileiros e africanos nas competições de clubes da Fifa:

Corinthians 2 x 0 Raja Casablanca - fase de grupos do Mundial de Clubes de 2000
Internacional 2 x 1 Al Ahly - semifinal do Mundial de Clubes de 2006
Internacional 0 x 2 TP Mazembe - semifinal do Mundial de Clubes de 2010
Corinthians 1 x 0 Al Ahly - semifinal do Mundial de Clubes de 2012
Atlético-MG 1 x 3 Raja Casablanca - semifinal do Mundial de Clubes de 2013
Palmeiras 0 x 0 Al Ahly - disputa de terceiro lugar do Mundial de Clubes de 2020 (egípcios venceram por 3 a 2 nos pênaltis)
Palmeiras 2 x 0 Al Ahly - semifinal do Mundial de Clubes de 2021
Fluminense 2 x 0 Al Ahly - semifinal do Mundial de Clubes de 2023
Flamengo 2 x 0 Espérance de Tunis - fase de grupos do Mundial de Clubes de 2025
Palmeiras 2 x 0 Al Ahly - fase de grupos do Mundial de Clubes de 2025
Fluminense 0 x 0 Mamelodi Sundowns - fase de grupos do Mundial de Clubes de 2025

Relembre as derrotas brasileiras para africanos no Mundial de Clubes:

Mazembe 2 x 0 Internacional

Kidiaba dançando durante a vitória do Mazembe sobre o Inter
Divulgação / Fifa
Kidiaba dançando durante a vitória do Mazembe sobre o Inter

Apenas quatro anos depois de conquistar o mundo ao vencer o Barcelona, o Internacional se classificou novamente ao torneio internacional ao ir à final da Libertadores de 2010, eliminando o São Paulo na semi (o Chivas, adversário da decisão continental, não poderia ir ao Mundial pela Liberta, apenas pela Concachampions).

Desde o triunfo sobre o Tricolor Paulista, torcedores começaram a projetar o "duelo dos internacionais", entre o Inter de Porto Alegre, representante sul-americano, e a Inter de Milão, vencedora da Liga dos Campeões da Europa de 2009-10.

No entanto, antes de chegar à final, ambos os times precisavam passar por seus adversários nas semis. Os italianos enfrentariam o Seongnam Ilhwa Chunma, da Coreia do Sul, enquanto os gaúchos encarariam o Mazembe, da República Democrática do Congo.

A Internazionale despachou os representantes asiáticos com facilidade, com uma vitória por 3 a 0 construída majoritariamente ainda na primeira etapa.

Já o Colorado se complicou. Após um primeiro tempo apático, a equipe brasileira não voltou bem para a segunda etapa, e se viu em desvantagem com apenas sete minutos, quando o meia Patou Kabangu marcou um golaço, com um belo domínio e um chute colocado invejável.

Com o placar negativo, o nervosismo cresceu na equipe gaúcha, que sofreu o segundo gol já na reta final, de Dioko Kaluyituka. O atacante sambou na frente de Pablo Guiñazú e soltou uma bomba cruzada, que superou Renan e terminou no fundo do barbante.

Na final, o clube congolês seria derrotado com tranquilidade, por 3 a 0, pela Inter de Milão, que se tornou tricampeã mundial.

Raja Casablanca 3 x 1 Atlético-MG

Ronaldinho Gaúcho durante o duelo entre Atlético Mineiro e Raja Casablanca
Divulgação / Fifa
Ronaldinho Gaúcho durante o duelo entre Atlético Mineiro e Raja Casablanca

Três anos depois do vexame protagonizado pelo Inter, primeiro brasileiro a cair antes da final no novo formato do Mundial de Clubes, o Atlético-MG se juntou ao Colorado na trágica lista.

O Raja Casablanca, adversário do Galo, foi a competição como representante do país-sede, portanto, jogava basicamente em casa, no Marrocos. Os anfitriões abriram o placar já no segundo tempo, com Mouhcine Iajour completando contra-ataque. Apesar disso, os brasileiros empataram pouco tempo depois, com um gol de falta de Ronaldinho.

No entanto, na reta final do duelo, Réver derrubou o atacante rival na grande área, gerando pênalti. Mouhcine Moutouali bateu com categoria, superando Victor e colocando o time marroquino em vantagem novamente.

No desespero por um gol, o Galo cedeu um contra-ataque fulminante nos acréscimos. Em situação de dois contra um, o autor do segundo gol tentou uma ousada cavadinha, que bateu na trave e sobrou nos pés de Vianney Mabidé, responsável pelo ponto final na partida.

A eliminação trágica do Atlético é marcada por dois detalhes. O primeiro deles é a situação de Cuca, que conduziu o time na heroica campanha inédita na Libertadores, mas já havia decidido que deixaria a equipe depois do torneio.

A segundo é a postura dos marroquinos com Ronaldinho Gaúcho após o término da partida. Logo com o apito final, os jogadores do Raja Casablanca cercaram o jogador, ídolo mundial, buscando contato com ele.

Al Ahly 0 (3) x (2) 0 Palmeiras

Rony perdeu pênalti na derrota do Palmeiras para o Al Ahly
Divulgação / Fifa
Rony perdeu pênalti na derrota do Palmeiras para o Al Ahly

A última derrota brasileira para africanos no Mundial aconteceu em 2020, mas não resultou em uma eliminação. O Palmeiras já havia sido eliminado pelo Tigres, do México, na semifinal, enquanto o Al Ahly caiu diante do Bayern de Munique na mesma fase.

Portanto, paulistas e egípcios se enfrentaram na disputa pelo terceiro lugar. Após um empate sem gols no tempo normal, a medalha de bronze foi decidida na disputa por penalidades máximas.

Nos pênaltis, o Palmeiras foi derrotado por 3 a 2. Rony, Luiz Adriano e Felipe Melo desperdiçaram para o Verdão.


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