O clima bélico se acentuou para a partida de volta das oitavas de final, na noite de hoje (19), entre São Paulo
e Atlético Nacional, da Colômbia, pela Copa Libertadores da América
. Os arredores da entrada do setor de visitantes do estádio do Morumbis, que vai receber cerca de mil colombianos, amanheceram com cartazes com mensagens e ameaças contra os rivais desta terça-feira.
Os são-paulinos prometem revidar as agressões que a torcida tricolor sofreu no jogo de ida em Medellín, onde o time segurou o empate. Na ocasião, a torcida foi alvo de ataques com pedras - muitos precisaram se esconder nos banheiros do estádio Atanasio Girardot. Além disso, casos de insultos raciais contra os brasileiros foram gravados e relatados após o confronto. Após o apito final, torcedores chegaram a brigar nas arquibancadas.
Histórico de violência e trauma
A partida entre São Paulo e Atlético Nacional é vista pelos tricolores como uma revanche. No último encontro entre eles, pela semifinal da Copa Libertadores de 2016, o clube paulista saiu derrotado nos dois jogos, que tiveram erros de arbitragem a favor dos colombianos.
Na partida de ida em São Paulo, após a derrota, o entorno do Morumbis virou cenário de guerra com briga generalizada entre a torcida tricolor e a Polícia Militar.
Para os são-paulinos, o revide dentro de campo é questão de honra. Em contra partida, o torcedores do Atlético Nacional estão confiantes na classificação da equipe. Apesar do empate em Medellín, milhares de fãs vieram a capital paulista para apoiar o time.