Edmílson vê como 'natural' pressão sobre Neymar
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Edmílson vê como 'natural' pressão sobre Neymar

Pentacampeão com a seleção brasileira em 2002, o ex-jogador Edmílson analisou o momento dos comandados de Tite para o Mundial do Catar e o protagonismo de Neymar.


Em entrevista exclusiva ao iG Esporte durante o evento Brasil Futebol Expo, o ex-volante afirmou que vê uma evolução individual nas opções da Seleção e pede foco em momentos de decisão na competição para manter chances de título.

"Eu acho que depois da Copa América mais opções apareceram no Brasil, principalmente a nível individual, como o Vinícius Júnior, pela temporada que ele fez ano passado, o Antony, Raphinha, tiveram jogadores para poderem dar mais experiência, tanto que nos jogos das Eliminatórias nós sobramos, então tivemos uma evolução”, iniciou.

"Acho que o Brasil sempre vai chegar entre os quatro melhores de uma Copa do Mundo, a única questão é entender realmente onde a gente vai buscar a melhor situação para um jogo de eliminatória. Se me perguntarem se o Brasil vai chegar forte vou dizer que acredito que sim, dentro desse contexto. Neymar vive um bom momento, jogadores que não tínhamos começaram aparecer mais, acho que a única dúvida está entre as laterais, um pouco difícil, temos três bons goleiros, zagueiros e meio-campistas ótimos e gente de ataque”, completou.

Sobre o favoritismo na Copa, o pentacampeão prega cautela e cita outras edições que a Seleção chegou como principal candidata ao título e não correspondeu.

"Agora em relação a favoritismo, o Brasil sempre foi favorito na Copa e nunca ganhou nessas vezes. Pode acontecer disso, Brasil é favorito e talvez não ganhe. O Brasil vai mais desconfiado, acaba chegando na final e sendo campeão".

Neymar vive grande fase no PSG e deve chegar a Copa do Catar em alta após ir abaixo do esperado na última temporada. Edmílson diz que a pressão que o camisa 10 sofre 'é natural' e enxerga a necessidade do talento dele ser 'blindado'.

“Eu acho que é natural, são épocas diferentes, na época do Romário não tinha tanta rede social, não tinha tanta mídia, com o Ronaldo Fenômeno já começou um pouquinho, agora é uma outra geração, as informações que chegam até o jogador é muito dinâmico, é muita coisa, então às vezes é uma interpretação do que eu falei e a escrita é uma outra. Então o que nós temos que fazer é blindar o talento dele, e a questão da crítica sempre vai ter, seja por bem ou por mal, e ele tem que saber com a equipe dele o que vai ajudar ele e o que vai prejudicar”. 


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