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Corinthians e Boca Juniors voltam a se enfrentar, agora pelas oitavas de final da Libertadores, em duelos que vão acontecer no 28 de junho, às 21h30, na Neo Química Arena, e na Bombonera, dia 5 de julho, no mesmo horário.

Os confrontos da fase de grupo ficaram marcados por casos de racismo, tanto em São Paulo como em Buenos Aires. Na Arena, um torcedor argentino chegou a ser preso após gestos imitando macaco. Além disso, o Boca recebeu uma multa de 30 mil dólares da Conmebol. No empate na Bombonera, o fato se repetiu, agora com diversos torcedores sendo flagrados.

Diante da série de casos de racismos na Libertadores, a entidade alterou o artigo do código disciplinar sobre discriminação e aumentou as multas impostas às equipes cujas torcidas cometerem atos de preconceito. A punição mínima chegou a US$ 100 mil e, diante de uma reincidência, o órgão competente também passou a poder obrigar o time de torcida infratora a atuar sem público ou ter o estádio parcialmente fechado.

Como a entidade sul-americana de futebol confirmou a abertura de um segundo processo por gestos racistas, xenófobos e discriminatórios contra o Boca, o clube argentino estaria exposto a perder a sua torcida no confronto de volta contra o Corinthians.

Entretanto, segundo o TYC Sports, uma brecha pode "salvar" os argentinos. Como a mudança regulatória ocorreu somente após a primeira punição, o Boca não seria considerado reincidente, algo que dependerá do Juiz Disciplinar da Conmebol decidir. Vale lembrar que, após a aberto do processo, o Boca tem a oportunidade de se defender. A partir daí, entre uma semana e 10 dias, uma sanção é confirmada ou não.

Além dos jogos entre Corinthians e Boca, houve registros semelhantes de racismo no Equador, na visita do Palmeiras ao Emelec; e no Chile, durante o confronto do Flamengo com a Universidad Católica. Torcedores do Estudiantes de La Plata também fizeram sons de macacos para os do Red Bull Bragantino.

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