Chilavert
Reprodução
Chilavert

Um dos maiores ídolos do futebol do Paraguai, o ex-goleiro José Luis Chilavert foi condenado a um ano de prisão por difamação contra o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

A decisão foi expedida pelo juiz Manuel Aguirre, que presidiu o Tribunal de Sentença do Paraguai, responsável por julgar o caso.

A condenação, no entanto, recebeu a chamada suspensão da execução da pena, quando a pessoa se dispõe a cumprir determinados requisitos para não ficar detido.

Em julho do ano passado, Chilavert havia se envolvido em uma polêmica ao acusar a Conmebol de usar o VAR para “ajudar os amigos”.

“Venho denunciando a má gestão da Conmebol há muitos anos, que na verdade é 'Corrupbol'. Eles se gabavam de que o VAR veio para tornar o futebol transparente, mas a cada dia está mais contaminado, pois está sendo usado para ajudar os amigos", disse o ex-jogador, em entrevista à emissora argentina Todo Noticias.

As declarações ocorreram no ano passado, após o Boca Juniors ser eliminado pelo Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores. Na ocasião, a equipe de arbitragem da partida anulou um gol dos argentinos após consultar o VAR.

O mesmo já havia ocorrido no jogo de ida, que havia terminado empatado em 0 a 0. Com o placar zerado também na partida de volta, no Mineirão, a decisão foi para os pênaltis, com vitória do galo por 3 a 1.

“Todos os presidentes dos clubes argentinos devem se solidarizar com o Boca Juniors. Se um clube como o Boca Juniors é roubado em casa e como visitante, isso mostra que essas pessoas só se preocupam com o dinheiro. Venho denunciando isso há muito tempo”, afirmou Chilavert na ocasião.

Em abril, o ex-goleiro também revelou que estava se preparando para apresentar a inscrição de um novo partido político no Paraguai e que não descarta se candidatar à presidência nas próximas eleições no país, em 2023, segundo a agência EFE.

— Depois de abril, no máximo, já estaremos lançando o partido. Não tenho empresários que, realmente, possam me controlar, e também não tenho chefes. Sou independente, e não tenho padrinhos — disse à emissora de rádio "Ñandutí".

Ainda segundo a agência, o ex-goleiro está trabalhando há mais de dez anos com uma equipe de profissionais para conseguir viabilizar a legenda. Além disso, ele afirmou que não deseja contar no partido com pessoas "contaminadas" pela corrupção.

O ex-goleiro, em janeiro do ano passado, se declarou independente, ao deixar o Partido Colorado, integrado pelo presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários