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A detenção de um torcedor do Boca Juniors por acusações de injúria racial na partida contra o Corinthians (vitória brasileira por 2 a 0) em Itaquera, nesta quarta-feira, pela Libertadores, pode render multa ao clube argentino.

Mas, caso seja penalizado financeiramente, o impacto não deve ser grande: o valor representa 1% do que a agremiação arrecadará nesta primeira fase da Libertadores.

O artigo 17 do Código Disciplinar das competições da Conmebol prevê que os clubes cujos torcedores apresentarem comportamentos que "insultem ou atentem contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por motivos de cor de pele, raça, sexo, orientação sexual, etnia, idioma, credo e origem" serão punidos com multa de ao menos 30 mil dólares (cerca de 150 mil reais). Uma punição que pode ser aplicada diretamente nos valores de premiação.

Só por jogar a fase de grupos, os clubes da Libertadores recebem 1 milhão de dólares por partida como mandante. Ou seja, são 3 milhões de dólares só nesta primeira fase, fazendo com que o Boca, caso seja multado nesse valor, perca apenas 1% de seus rendimentos.

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Há a possibilidade de que a multa aumente, dependendo dos procedimentos disciplinares que a Conmebol adotar. O regulamento ainda abre a margem para outros tipos de punição.

Detido no intervalo da partida após denúncias de que estaria imitando um macaco, o torcedor xeneize, ainda sem identificação, segue sob custódia da polícia de São Paulo. Segundo o site "G1", ele foi transferido da 24ª DP para a Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) na madrugada desta quarta-feira. O Boca Juniors não se pronunciou sobre o caso.


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