Racismo
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O torcedor do Boca Juniors detido pela polícia depois de imitar um macaco em direção a torcedores do Corinthians foi solto. Ele deixou o Departamento de Operações Policiais Estratégicas da Polícia Civil, em São Paulo, depois de pagar fiança de R$ 3 mil. A informação foi confirmada pelo GLOBO.

O homem, que não teve a identidade revelada, foi retirado por militares da arquibancada após ser flagrado cometendo atos racistas durante o jogo na noite desta terça-feira, na Neo Química Arena, em Itaquera pela Libertadores. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, três torcedores brasileiros comunicaram a polícia que um torcedor do time argentino, que estava no Setor Sul do estádio, estaria provocando os torcedores brasileiros com ofensas.

O Centro de Comando Operacional do estádio foi acionado e conseguiu localizar o homem pelas câmeras de segurança interna. Ainda no intervalo do jogo, ele foi conduzido à sede da Delegacia de Repressão aos Delitos Esporte (DRADE). Ele foi indiciado por injúria racial. 

Multa por racismo equivale a 1% da premiação da fase de grupos

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A detenção de um torcedor do Boca Juniors por acusações de injúria racial na partida contra o Corinthians (vitória brasileira por 2 a 0) pode render multa ao clube argentino. Mas, caso seja penalizado financeiramente, o impacto não deve ser grande: o valor representa 1% do que a agremiação arrecadará nesta primeira fase da Libertadores.

O artigo 17 do Código Disciplinar das competições da Conmebol prevê que os clubes cujos torcedores apresentarem comportamentos que "insultem ou atentem contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por motivos de cor de pele, raça, sexo, orientação sexual, etnia, idioma, credo e origem" serão punidos com multa de ao menos 30 mil dólares (cerca de 150 mil reais). Uma punição que pode ser aplicada diretamente nos valores de premiação.


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