Willian e Benedetto
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Willian e Benedetto

Dez anos depois de disputarem o título da Libertadores, Corinthians e Boca Juniors voltam a se enfrentar pela competição nesta terça-feira, às 21h30, em Itaquera.

Muita coisa mudou de lá para cá, além do fato de o time paulista não mandar mais suas partidas no Pacaembu. Antes favoritos, os dois gigantes compartilham atualmente o status de coadjuvantes no continente.

O que falta para duas das maiores torcidas da América do Sul diminuírem a distância para os atuais protagonistas, Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e River Plate?

Dinheiro

Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG se destacam nos últimos anos na América do Sul pela capacidade de investimento que possuem. Quando comparado aos três, o Corinthians aparece enfraquecido. Na última janela de transferências, de acordo com o site "Transfermarkt", o gasto com reforços foi na casa de 2 milhões de euros. Para se ter uma ideia, o Flamengo, no mesmo período gastou 15 milhões.

Tempo de trabalho

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Quando não se tem tantos recursos quanto os rivais para montar grandes elencos, fortes e fartos em opções, uma alternativa é apostar na continuidade do trabalho para fortificar ideias. O River Plate, por exemplo, se mantém muito competitivo na América do Sul mesmo com menos recursos que o trio brasileiro devido ao longo trabalho feito por Marcelo Gallardo, desde 2014 à frente da equipe. No mesmo período, o Boca Juniors, por exemplo, contou com seis técnicos diferentes. O Corinthians, então, nem se fala: 12 treinadores.

Acerto no planejamento

Na última janela, o Boca Juniors foi ao mercado com afinco. Gastou 16 milhões de euros em reforços, o maior número entre os times comparados. Mas quantidade nem sempre quer dizer qualidade. A equipe é segundo colocada na primeira fase do Argentino, atrás do Estudiantes. Soma uma vitória e uma derrota na Libertadores. Se perder o jogo contra o Corinthians, já fica em situação mais complicada na Libertadores.

Revelações de peso

Corinthians e Boca Juniors carecem de um trabalho mais forte nas categorias de base. O time paulista contratou Carlos Brazil, que se destacou no trabalho com as promessas no Vasco, para tentar melhorar o processo de formação. O executivo pediu para sair e o time paulista segue sem formar jogadores capazes de agregar muito ao time profissional e de gerar boas receitas. O Boca também vê sua base em fase apagada. No começo dos anos 2000, foi dominante na Libertadores graças a dois craques que revelou: Riquelme e Tévez.

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