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É quase como as partidas preliminares que antecediam os jogos principais no antigo Maracanã. O Vasco vota nesta quinta-feira a aprovação de empréstimo de R$ 70 milhões, originário da 777 Partners, que ganha contornos de prévia da própria votação da criação e venda da Sociedade Anônima de Futebol para o grupo americano —algo que deve chegar à pauta do Conselho Deliberativo apenas daqui a 90 dias. 

A importância da votação se dá pelas dificuldades que o clube terá para quitar o empréstimo e pela necessidade de obter o dinheiro. Com vencimento em setembro, tem como garantia os direitos de quatro jogadores do elenco ou então a receita futura proveniente da venda de direitos de atletas.

O Conselho Fiscal do Vasco já deu parecer favorável à movimentação financeira. Considerou positivas as condições do empréstimo e reconheceu a necessidade de o clube obter esse valor para ter fluxo de caixa. A perspectiva de contrair empréstimos para sobreviver em 2022 já constava na previsão orçamentária apresentada pela diretoria.

Com o valor, o Vasco pretende quitar dívidas com funcionários, fornecedores, acertar o pagamento das parcelas do Regime Centralizados de Execuções (RCE) e criar gordura no orçamento para contratar reforços para a disputa da Série B.

O que conecta o empréstimo com a criação e a venda da SAF para a 777 Partners é o fato de que a única maneira de o Vasco obter esse dinheiro e não ter de arcar com o ônus do pagamento do empréstimo é aceitando repassar o controle dos futebol vascaíno e seus ativos para o grupo americano. Neste caso, os R$ 70 milhões seriam convertidos em antecipação dos R$ 700 milhões que a 777 Partners aceitou investir na sociedade anônima do Vasco em um período de três anos.

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Movimento nos bastidores

Nos bastidores, defensores e opositores da SAF já se movimentam para a votação do empréstimo, programada para acontecer virtualmente, a partir das 19h30.

Na quarta-feira, o benemérito Roberto Monteiro entrou com ação extrajudicial pedindo o adiamento da votação do empréstimo, chamando a minuta de entendimento entre Vasco e 777 Partners de “processo viciado”. Com isso, sinalizou que a tentativa de criação e venda da SAF deve ganhar a esfera judicial.

Uma eventual não aprovação do empréstimo não sinaliza necessariamente que a criação e posterior venda da SAF para a 777 Partners não acontecerá. Mas será um recado à diretoria que fazer a pauta passar pelo Conselho Deliberativo não será tarefa das mais fáceis.

Caso o empréstimo seja aprovado, a expectativa é que o dinheiro já caia na conta do clube sexta-feira. Será o início efetivo da relação entre Vasco e 777 Partners.

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