Allianz Parque
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Allianz Parque

Entre as tantas novas tendências que surgem no futebol, uma tem ganhado força no Brasil nos últimos anos: o gramado sintético. Campeões da Libertadores da América (veja galeria de fotos abaixo) e da Copa Sul-Americana em 2021, Palmeiras e Athletico Paranaense utilizam tal artefato ao seu favor em seus estádios.

Para tratar e entender mais sobre o novo possível destino do futebol, o iG Esporte entrevistou Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass, que representa grande parte dos gramados societys do futebol brasileiro.

Futuro

Ainda que já existam clubes que pensem e coloquem em prática a realidade de utilizar gramados sintéticos, outros preferem fugir deste cenário. Alessandro, um dos representantes da Soccer Grass, falou sobre o futuro dos novos gramados no Brasil.

"Nos próximos anos acredito que será uma tendência, temos muitas consultas de clubes com interesse, hoje os clubes já têm as informações de como funciona o gramado sintético e suas vantagens esportivas, econômicas e para poder ter novas opções para o uso do gramado como shows e a rapidez para que volte a ficar pronto para uma partida de futebol, basicamente são apenas seis horas necessárias para o campo estar prontinho para um jogo", argumentou.

O campeão da Libertadores em 2020 e 2021 já aderiu a nova realidade. Explicando os passos dados pelo time paulista, Alessandro conta como se deu tal sucesso no Allianz Parque.

"O caso do Palmeiras é um sucesso, foi uma obra que onde tivemos que acelerar, aproximadamente 45 dias, esforço total da equipe, em breve completaremos dois anos de instalação e se você acompanhar os números e os resultados que aconteceram, fica evidenciado que tudo caminhou bem. A qualidade, o fato de poder jogar em um gramado que não sofre alterações como os que tem grama natural ao longo de uma partida, principalmente quando chove, o fato de não ter irregularidades, o que pode provocar contusões de jogadores muito importantes, deixa os profissionais do futebol convencidos da vantagem do gramado sintético. No Allianz já tivemos, nessas duas temporadas: Paulistas, Brasileiros, Copas do Brasil e Libertadores e os jogadores e as comissões técnicas, mesmo dos adversários, jamais fizeram qualquer crítica e ainda recebemos muitos elogios de times que jogaram lá", disse.

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"Detalhe importante, tivemos muitos eventos no estilo drive trhu, com quase 300 carros no gramado, por conta da pandemia, carros normais, blindados no gramado, isso é significa muito peso e tudo funcionou perfeitamente, o sistema foi testado no seu maior desafio e não aconteceu nenhum problema e poucas horas depois tudo estava pronto para ser utilizado para um jogo sem qualquer intercorrência", completou, salientando a força do gramado sintético.

Mais um

Para esta nova realidade, o CEO afirmou que outro clube do futebol paulista aparece para fechar com a Soccer Grass.

"O Santo André também terá e acredito que mais dois ou três estádios tomem a decisão da mudança em breve e assim vão diminuir custos de manutenção, melhorando performance e evitando muitas vezes possíveis contusões pela regularidade e qualidade do gramado, sem contar que o gramado pode ser usado em outros eventos e não só no futebol", revelou.

Expectativas

Citando benefícios como as chances de poder evitar-se lesões e, consequentemente, a melhora na qualidade das partidas, Alessandro finaliza comentando as expectativas do novo gramado sintético no estádio do Santo André.

"Acredito que o Bruno José Daniel será a confirmação de tudo o que a Soccer Grass mostra para quem busca informações sobre a grama sintética. O Santo André será beneficiado, mas o jogo em si também melhora muito. O jogador sabe que a qualidade do gramado ajuda na performance e isso ajuda muito e é fator determinante para o espetáculo. Agora é aproveitar e torcer", concluiu.

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