Ex-atacante do Flamengo vira problema para América-MG
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Ex-atacante do Flamengo vira problema para América-MG

Marcus Salum, diretor de futebol do América-MG, disse que a nova intervenção médica sofrida por Berrío, no mês passado, em Belo Horizonte, "foi muito azar do clube e também do atleta". Berrío (veja fotos na galeria abaixo) ainda enfrenta uma situação de lesão fúngica na região da tíbia esquerda, local onde foi operado em 2017 para saturar uma ruptura de ligamento patelar. A informação é da jornalista Carol Knoploch.


Salum afirma, no entanto, que o América-MG não "comeu bola" ao contratá-lo em julho de 2021. Berrío estava no Khor Fakkan, dos Emirados Árabes Unidos e não havia entrado em campo. Após sete meses e antes do previsto, o contrato foi encerrado.

— Foi muito azar. Do clube e dele também. Contratamos jogadores de futebol sabendo que este risco existe. É assim. Há uma dose de risco no futebol. Mas não temos essa preocupação (pelo fato dele não jogar). O atleta tem nome e caráter. Estava com um problema e se complicou. Foi tratado como qualquer atleta do América. Não foi comida de bola do departamento médico. Não sabemos o que foi exatamente — falou Salum, que nega crise no clube por conta do episódio.

Pelo América-MG, o atleta não atuou sequer meio tempo de uma partida de futebol. Ele foi contratado pelo clube em julho de 2021 e fez, até o momento, apenas dois jogos, totalizando 27 minutos de em campo. O GLOBO apurou que o episódio tem causado "briga interna e que a contratação é considerada um vacilo dentro do clube".

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Logo após a contratação do atacante pelo América-MG, em outubro, o clube chegou a informar que "o atacante Berrío, em tratamento no Departamento Médico do América-MG, foi submetido a diversos exames nos últimos dias. O atleta teve diagnosticada uma inflamação na região da tíbia esquerda, próxima ao joelho, e seguirá sob os cuidados do DM para a recuperação do quadro".

Segundo Cimar Eustáquio Marques da Silva, diretor médico do clube, o caso de Berrío é raríssimo. E sendo assim, não foi possível detectá-lo no momento de sua contratação.

O ortopedista garantiu que no momento de sua contratação, durante exame admissional, ele tinha apenas uma atrofia na perna esquerda e que não atuava "há 7 ou 8 meses".

Também disse que na cirurgia feita em 2017, quando ele atuava pelo Flamengo, para a saturação do tendão patelar, não houve a colocação de pinos ou parafusos. E que o reforço muscular foi feio com outro tendão. Ele diz que estas informações são baseadas em exames feitos pelo atleta, já no América.

— Pelos exames que fizemos, não foi detectado nenhum parafuso ou pino. Não que eu saiba. Não sabemos como surgiu o quadro de contaminação por fungo na região. Mas as imagens e os exames clínicos são claros. É este o diagnóstico  —  declarou o ortopedista ao GLOBO. —  Sua volta vai depender da evolução do quadro. Na próxima semana, fará nova ressonância magnética e vamos aguardar o pessoal da infectologia para entender quando ele começará o trabalho com carga e campo.

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