Santos teria entregado partida para derrubar técnico em 2005
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Santos teria entregado partida para derrubar técnico em 2005

A histórica goleada do Corinthians por 7 a 1 sobre o Santos, em 2005, ganhou um capítulo polêmico 16 anos depois. Árbitro naquele clássico no Pacaembu e atualmente deputado federal, Evandro Román afirmou nesta quarta-feira que os jogadores do Peixe entregaram a partida para derrubar o técnico Nelsinho Baptista.

Evandro Rogério Román apitou a goleada do Corinthians sobre o Santos por 7 a 1 em 2005
Reprodução
Evandro Rogério Román apitou a goleada do Corinthians sobre o Santos por 7 a 1 em 2005


A revelação aconteceu durante sessão da Comissão de Educação da Câmara. O deputado pelo partido Patriotas do Paraná utilizou a goleada de 2005 para comparar com a situação de Danilo Ribeiro, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela prova do Enem.

"Vou cometer uma inconfidência aqui. Fui árbitro durante 25 anos. Quero que busquem o jogo do dia 6 de novembro de 2005, um 7 a 1 que ocorreu em Corinthians x Santos. Neste jogo, dentro de campo, liderados por um, os jogadores do Santos fizeram um conluio, não com todos, mas para derrubar o treinador, que era o Nelsinho Baptista. Eles iam perder um jogo no interior de São Paulo? Não. Eles tinham que perder para o maior rival, que era o Corinthians. E entregaram. Perderam de 7 a 1", afirmou Román, completando

"Então eu quero dizer que, neste momento, me parece que o senhor Danilo Ribeiro, (presidente) do Inep, está sendo 'boi de piranha', como foi também o senhor Nelsinho Baptista. Eu vivenciei isso dentro de campo".

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Entretanto, o ex-árbitro não revelou quem foi o líder do movimento e nem falou o nome dos jogadores envolvidos, e muito menos apresentou provas da acusação.


Jogaram pelo Santos naquele clássico: Saulo; Paulo César, Halisson (Wendell), Rogério e Kléber; Fabinho (Mateus), Heleno, Ricardinho e Giovanni; Genílson e Luizão (Basílio).

Apesar do resultado, Nelsinho Baptista foi mantido no cargo e acabou demitido duas semanas depois. Já o Corinthians foi campeão do Brasileiro de 2005, que ficou marcado pelo escândalo de arbitragem conhecido como Máfia do Apito, envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que acabou banido do futebol.

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