Sergio Coelho
Divulgação/ Atlético
Sergio Coelho

O calendário de jogos do Brasileirão ainda tem dado o que falar. Depois do Flamengo se posicionar pedindo o adiamento do término do campeonato, foi a vez do presidente do Atlético-MG, Sergio Coelho, falar sobre a situação. O dirigente fez críticas ao time carioca, ao qual disse querer se beneficiar de tudo.

"O Flamengo não para, né? Ele quer se beneficiar de tudo, se sente o dono do mundo. Sempre foi assim e sempre será. Só que as coisas mudaram. No passado, o Flamengo conseguiu mudar a final do campeonato de 1980, a primeira rodada era no Maracanã, e a segunda no Mineirão. Ele conseguiu inverter. Mas, agora, os tempos mudaram e, hoje, tem pessoas mais sérias na CBF", afirmou Coelho à "Rádio Itatiaia".

"Em junho e julho, em uma data Fifa, o Flamengo pediu à CBF que não jogasse dois jogos, porque seus jogadores estavam nas seleções. A CBF permitiu e disse que, depois, ficaria apertado lá na frente. E nos deu essa oportunidade também. Na ocasião, eu reuni com a nossa comissão técnica e com o diretor de futebol e achamos por bem não adiarmos nossos jogos, porque ia complicar lá na frente, não ia ter datas. E o Flamengo quis, nós tínhamos o mesmo direito, porque cedemos jogadores para diversas seleções. Então ele já se beneficiou lá atrás, não jogando com o time desfalcado. Agora, ele quer se beneficiar novamente", finalizou.

O adiamento solicitado pelo Flamengo faria que a data de conclusão do Brasileirão mudasse de 9 de dezembro, para 15 do mesmo mês. Com isso, abriria mais uma data para adequar ao número de rodadas faltantes. De acordo com o VP de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, as atuais datas beneficiariam o Galo.

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"O Flamengo ainda tem que jogar 13 partidas, o Atlético-MG, 12. Temos insistido com a CBF para mudarem o final do Brasileiro para o dia 15/12, pois teríamos 14 datas. Acabando dia 9, favorece ao Atlético-MG porque o Flamengo terá feito 13 jogos em 39 dias e o Atlético 12 em 45 dias", disse o dirigente nas redes sociais.

Sergio Coelho foi contrário a ideia, explicou que as mudanças pedidas por BAP influenciariam nas datas das finais da Copa do Brasil, quando Galo vai enfrentar o Athletico Paranaense e com isso, as férias do elenco mineiro seriam adiadas e portanto, teria um impacto no calendário de 2022.

"Os nossos jogadores vão entrar de férias em 16, 17 de dezembro e vão voltar, possivelmente, dia 15, 16 de janeiro. E o Campeonato Mineiro começa no final de janeiro. Se houvesse essa mudança, que não vai existir, conforme o Flamengo quer para se beneficiar, os nossos dois jogos da final da Copa do Brasil seriam nos dias 18 e 21 ou 22 de dezembro. Nossos jogadores voltariam de férias no final de janeiro, quase que junto com primeiro jogo do Mineiro. É inaceitável isso", finalizou o mandatário.

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