Dedé
Divulgação/Cruzeiro
Dedé


A Justiça de Minas Gerais reconheceu a cobrança de R$ 330 milhões que um grupo de empresários pleiteia do Cruzeiro em relação a uma multa indenizatória pela rescisão de contrato do zagueiro Dedé (veja galeria de fotos do jogador abaixo).


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A juíza Lílian Bastos de Paula, da 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, expediu um mandado obrigando o Cruzeiro quitar o valor em 15 dias.

- Defiro a expedição de mandado de citação para determinar que a parte demandada pague à parte autora a quantia pleiteada, fixado o prazo de 15 dias para cumprimento da obrigação e o pagamento de honorários advocatícios de 5% do valor atribuído à causa (CPC, art. 701), ficando a parte requerida isenta do pagamento das custas processuais na hipótese de oportuno cumprimento do mandado - diz o despacho, assinado no fim da terça-feira, 31 de agosto.

O time celeste ainda pode evitar a cobrança entrando com embargos para que o pagamento seja feito em outro momento, com novo prazo determinado. A juíza também deu uma outra forma da Raposa quitar o valor, dando uma entrada e parcelando o restante.

- Comprovando o depósito de trinta por cento do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, a parte devedora poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de juros - dizia outra parte do despacho da magistrada.

O clube azul foi notificado, extrajudicialmente no inicio de agosto pelo Grupo DIS e a GT Sports, que atuam no futebol representando atletas entre outros negócios do esporte, além de além de Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton, empresários, a pagar R$ 330 milhões referente à cláusula indenizatória do contrato de Dedé. Cinco dias depois, acionaram a Justiça para receber o valor do clube mineiro.

A cobrança é a maior em um processo contra um clube brasileiro na história. O Grupo DIS e da GT Sports ajudaram o clube mineiro a trazer Dedé, então no Vasco, em 2013, para jogar na Raposa.

Em 2013, Dedé custou R$ 7,758 milhões, que foram pagos ao Vasco. Os direitos do atleta foram divididos da seguinte forma: 97% dos direitos econômicos ficariam com o grupo DIS e os outros 3% restantes ao clube Villa Rio, quando a FIFA ainda permitia que terceiros poderiam ter participação nos direitos de jogadores. O Cruzeiro nunca teve participação nos percentuais ligados ao zagueiro.

Uma nova composição foi feita, com os direitos econômicos de Dedé sendo redivididos: 51,91% ficaram com o DIS, 6,5% para a GT Sports Assessoria, 30,5% com Marcos Vinícius Sánchez Secundino e 11,09% com o empresário Giscard Salton, que repassou o direito à EAS Agência de Atletas Ltda, da qual é sócio.

O Cruzeiro não tinha direitos sobre o jogador, mas uma obrigação contratual segundo as empresas que cobram o clube: em caso de rescisão antecipada e unilateral do contrato, ou se Dedé conseguisse a rescisão indireta do vínculo na Justiça, o Cruzeiro seria obrigado a pagar os R$ 330 milhões por causa de uma cláusula indenizatória esportiva, motivo da ação judicial do grupo de empresários.

Por este acordo que o grupo de empresários notificou o Cruzeiro, que tinha ciência do contrato, como consta no no relatório da Kroll, encomendado pelo clube, para auditar a situação da Raposa e ajudar a Polícia Civil nas investigações de irregularidades no clube.

Segundo a defesa dos empresários e o relatório da Kroll, o acordo valeria mesmo com Dedé e o Cruzeiro renovando o vínculo, como ocorreu até 2018, última renovação do jogador com a equipe azul. O Cruzeiro ainda não se manifestou sobre o assunto.

Cobrança é do grupo de empresários, não de Dedé

Em nota, a assessoria de Dedé reforçou que a cobrança não partiu do jogador e sim das empresas que tinham um acordo com o Cruzeiro. Confira abaixo.

Grupo de Investidores cobram o Cruzeiro, empresários e atleta não

Guiliano Tadeu é empresário do Dedé, não tem vinculo com a ação que está movida. Em 2013, o grupo de investidores, que hoje cobram o Cruzeiro, compraram o passe do atleta e direcionaram ele ao Cruzeiro. A notificação realmente existe, mas não envolve os empresários do atleta, muito menos o Dedé. Dedé nem sequer sabia disso tudo, foi AVISADO ontem. Os empresários do atleta Dedé são donos da empresa M9 Sports. Não há nenhum vínculo com a GT Sports.

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