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O Ministério Público Federal realizará uma ação coordenada para investigar a CBF, as emissoras de televisão, os patrocinadores e também os estados e municípios que abrigarão a Copa América no Brasil. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

A ideia de uma ação partiu do Grupo de Trabalho de Direitos Humanos e Empresas da procuradoria, que sustenta que a estrutura de saúde montada pela CBF e a Conmebol não garantem que não haverá alta transmissibilidade do coronavírus. Para o grupo, só a realização permanente de testes de Covid-19 não seria eficaz.

Diante disso, os procuradores alegam que a realização da Copa América põe em risco a saúde dos trabalhadores, além de aumentar o fluxo de passageiros no transporte coletivo, aéreo ou não, "potencializando o aumento da transmissão do vírus".

Os ofícios pedindo a abertura de procedimentos de investigação foram solicitados pelo subprocurador Carlos Alberto Vilhena, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que determinou a expedição aos procuradores dos estados de Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Os gestores deverão responder por colaborar com as violações ou por se omitir "do dever de prevenção a condutas transgressoras de direitos humanos no contexto de atividades empresariais e do dever de proteção contra comportamentos atentatórios a mencionados direitos fundamentais".

A CBF e as patrocinadoras do torneio também serão investigadas por "atos violadores dos direitos à vida e à saúde". SBT e a Disney, dona dos canais ESPN e Fox Sports, são outras partes da ações, por serem as emissoras que vão transmitir as partidas.

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