Fernando Prass
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Fernando Prass

O goleiro Fernando Prass, ex-Palmeiras e com passagens pelo Ceará, Grêmio e Vasco, esteve presente em uma memorável briga durante a Libertadores de 2017 entre o Palmeiras e o Penãrol, na fase de grupos da competição.

Naquele ano, Felipe Melo foi contratado pelo Verdão e deu uma declaração polêmica na qual dizia que "daria um tapa na cara de um uruguaio se pudesse". O Peñarol, clube do Uruguai, havia caído no mesmo grupo do Palmeiras na Libertadores. Em entrevista ao podcast "PodPah", Prass relembrou que o clima antes da partida que aconteceria em Montevidéu era tenso, e que ele já previa a confusão.

"Eu falei: "Lá vai ser fogo" e tinha o negócio do Felipe Melo ainda, de dar tapa na cara de uruguaio... E lá os caras armaram. Eles caíram fora. Eles perderam aqui (Allianz Parque) no último minuto, não sei se vocês lembram, gol do Fabiano no último minuto. Eles tinham saído ganhando de 2 a 0 e perderam e lá eles também tinham saído ganhando de 2 a 0 e perderam de 3 a 2", disse o ex-goleiro.

Durante o jogo, após um desentendimento em campo, Felipe Melo acertou um soco no uruguaio Mier, fazendo com que Nandez e Lucas Hernández partissem para cima do goleiro Prass. Essa confusão chegou até a arquibancada. Torcedores do Peñarol começaram a arremessar objetos em direção aos palmeirenses, que logo revidaram. Fernando Prass disse, durante o podcast, que tudo foi armado pelos uruguaios.

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"E aí, no último lance do jogo, o (Willian) Bigode tava marcando o zagueiro deles, o número 13, o grandão, e a bola lá, o Bigode abraçado no cara. Cruzaram a bola no segundo pau e o Bigode inocente ficou lá olhando a bola, aí o cara foi lá e PUM e deu no Bigode. Aí acabou o jogo e os caras foram pra cima do Felipe Melo, o cara pegou o Felipe Melo aqui (pescoço). Eu sabia que os caras iam pra cima do Felipe Melo, então eu saí do gol, bati na mão do cara, tirei o Felipe Melo, joguei ele pra trás e fiquei aqui (na frente dos jogadores do Peñarol). Aí os caras largaram o Felipe Melo e vieram tudo em cima de mim. Aí que tem a foto do Borja lá olhando e três caras me dando soco na cara", contou.

O final da partida foi extremamente tenso. Seguranças do Palmeiras invadiram campo e arquibancada, e o estádio virou uma verdadeira arena de guerra.

"Eu lembro que os seguranças do Palmeiras conseguiram derrubar o portão e entrar e aí o Andrézão, que é um grandão, pegou o Felipe Melo e levou pro canto e logo a polícia chegou. Aí eu pensei 'bom, o Felipe Melo já tá tranquilo'... Tá com a polícia e o Andrézão. Aí saímos eu e o Róger Guedes, fomos lá pro escanteio, a gente foi pegar um banquinho do fotógrafo e o cara não quis dar, era fotógrafo deles né... O Róger Guedes meteu o empurrão no cara, pegamos o banquinho e fomos pra perto da nossa torcida, ficamos com as costas pra eles pra ninguém pegar a gente por trás né. Entrou uns 20 seguranças nossos e nós conseguimos sair pelo cantinho e ir pro vestiário. Foi tudo armado", relembra.

Fernando Prass ainda ressaltou que a Conmebol adotou diferentes formas de punição em relação a cada equipe. "O Peñarol não foi punido, pegou não sei quantos jogos de suspensão mais multa, aí recorreram e pegaram um jogo de portão fechado, sendo que eles já estavam desclassificados. A gente não podia brigar porque a gente ainda tava na Libertadores. Imagina se a gente briga e tem 10 suspensos…", contou.

Naquele ano, o Peñarol foi eliminado ainda na fase de grupos e o Palmeiras se classificou na primeira posição, chegando até às oitavas de final.

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