Vecchio
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O argentino Emiliano Vecchio passou pelo Brasil e não deixou muitas saudades. Em fevereiro de 2009, quando estava sem clube, foi contratado pelo Corinthians .

O jogador, porém, nem iniciou os trabalhos no clube alvinegro. Então com 20 anos, foi repassado ao Barueri para as disputas do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro. Por lá foram apenas 49 minutos em campo e apenas cinco partidas. Tentou a sorte, então, no Defensores de Belgrano, Unión Española e Colo Colo, todos do Chile, até ser negociado com o Qatar, antes de retornar ao Brasil e defender o Santos , onde chegou em 2016, porém, nunca se firmou.

Atualmente no Rosário Central, o jogador deu uma entrevista emocionante ao jornal argentino Olé, na qual, falou sobre a dificuldade que passou durante a infância. “Meu pai faleceu quando eu tinha 10 anos. Ele era o ganha-pão da família e minha velha tentou com muito esforço nos fazer seguir. Morávamos em uma praça e íamos ao mercado comer frutas que jogavam no chão, e também comíamos do lixo. Todas essas coisas me fortaleciam e lutávamos pelo que eu realmente queria, que era jogar futebol", contou ele.

O jogador também abordou sua passagem pelo Brasil. “Em 2009 fui para o Corinthians, mas me emprestaram ao Grêmio Barueri. Eu nunca jogava, eles nem me colocavam nos treinos. Então com um parceiro fomos fazer artes marciais para mantermos o ritmo. Passei quatro meses treinando Jiu-jitsu. Fizemos rounds de cinco minutos com capacetes”, disse.

Recentemente, Vecchio se meteu em uma grande polêmica, ao trocar ofensas com o árbitro Andrés Merlos durante uma partida contra o Argentinos Juniors. Após levar um cartão amarelo, o jogador tentou de alguma forma humilhar o árbitro. "Tenho 20 milhões no banco", apontou ele. 

Arrependido, se desculpou: "Era mentira. Mas ele (juiz) procurou aquela situação porque sabia que havia uma câmera atrás do gol. Ele já havia nos desrespeitado em jogos anteriores e infelizmente eu disse o que disse, e me arrependo", aponta.

Longe de brincar com a expressiva soma em dinheiro, o futebolista deixou claro mais uma vez que sua história foi marcada por sacrifícios e superações. “A vida foi muito boa comigo, passei por muitas situações, mas tive a oportunidade de viver o que gosto. Não vim para a Central (Rosário) por dinheiro, vim por um sonho, sou torcedor e é a camisa mais importante no mundo", concluiu.

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