CBF defende que o protocolo adotado no futebol é seguro
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CBF defende que o protocolo adotado no futebol é seguro

A temporada passada do futebol nacional teve 2,2% de taxa de casos positivos para a Covid-19 . Esse dado foi divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol, na manhã desta quarta-feira, em evento online, sobre a "evidência de retorno seguro" da modalidade.

A entidade avalia que tem protocolos sanitários seguros para continuidade do futebol no país, mesmo na pior fase da pandemia, com recordes de mortes dia após dia e com alguns dos Estados voltando às restrições mais duras de circulação.

Walter Feldman, Secretário-Geral da entidade, reconheceu que "o momento que o país vive é dramático" mas a entidade tem, segundo ele, "convicção que seu protocolo", confeccionado com a ajuda de profissionais da área médica, faz com que o futebol seja "seguro, controlado e responsável".

Segundo a CBF , na temporada passada foram monitorados 13.237 atletas, entre todas as competições. Foram realizados 89.052 testes, com taxa de positividade de 2,2% (ou seja, 1.959 resultados positivos). Foram 376 equipes, 2.423 partidas e 218.070 minutos de jogo foram controladas. Em 112 municípios, em 26 estados mais o Distrito Federal.

Na Série A, a entidade realizou 11.514 testes, com taxa de positividade de 3,1%.

Atualmente, a CBF promove competição com deslocamentos país inteiro. É que a Copa do Brasil 2021 já começou e do dia 9 ao18, só a primeira fase promoverá o deslocamento de 40 delegações. Serão ao todo quase 87 mil quilômetros percorridos em aviões, ônibus e até barcas pelas cinco regiões brasileiras, uma jornada que, somada, é o equivalente a duas voltas ao redor da Terra.

Ainda segundo a CBF, desde a retomada do futebol no país, em 8 de agosto com o Brasileirão, o investimento nas testagens foi superior a R$ 30 milhões. Realizaram 21 competições, com 2.600 jogos, incluindo as séries C e D do Campeonato Brasileiro, as femininas e as de base, que dependem integralmente dos recursos da CBF.

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Na avaliação da entidade, houve surtos localizados em clubes, mas sem evidências de que isso tenha desencadeado contágio entre jogadores no campo de jogo.

Em artigo publicado recentemente no O GLOBO, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, disse que "o cenário continua desafiador. Mas estamos muito mais preparados para enfrentá-lo com as lições que aprendemos e serão aplicadas na temporada de 2021. Seguiremos tomando decisões corajosas com racionalidade, responsabilidade e permanente diálogo".

Para Jorge Roberto Pagura, Presidente da Comissão Nacional de Médicos de Futebol, os dados da CBF é o maior estudo mundial do futebol na pandemia e será compartilhado com entidades de interesse. Explicou que houve "busca ativa" por casos assintomáticos e que por isso foram checados 116.959 inquéritos epidemiológicos enviados pelos clubes e 4.860 planilhas de jogo. Acrescentou que "nenhum atleta entrou em campo sem estar testado e não houve contaminação entre atletas em campo".

O evento foi apresnetado pela Comissão Médica Especial da CBF e teve participação de Jorge Roberto Pagura, Presidente da Comissão Nacional de Médicos de Futebol, Clóvis Arns, infectologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Carlos Starling, infectologista e epidemiologista, Diretor da Sociedade Mineira de Infectologia e Consultor Científico da Sociedade Brasileira de Infectologia e membro do Comitê Assessor da Prefeitura de Belo Horizonte para gestão da Pandemia de Covid-19, Bráulio Couto, Epidemiologista, Doutor em Bioinformática e Professor do Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH, e Roberto Nishimura, Médico do Esporte e Coordenador Operacional da Comissão Médica Especial da CBF.

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