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Cartolouco
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Cartolouco


Sempre polêmico, Lucas Strabko , mais conhecido do público como Cartolouco fez críticas ao padrão adotado pela Rede Globo no jornalismo. Demitido da emissora em abril e ex-participante do realty " A Fazenda " - onde gerou muita polêmica -, ele acredita que ter ousado acabou prejudicando sua permanência na empresa.

– A Globo é muito 'coxinha', de seguir um padrão, ter fazer tudo no jeito deles. Eu pensei que se eu não fizesse algo diferente ali, eu nunca teria destaque. Comecei a 'meter o louco' ali e fui mandado embora. Mas foi legal. É sempre tudo parecido com os jogadores, as mesmas perguntas. Eu queria aproximar o jogador com o público. E deu certo. As matérias davam muita audiência. Tem gente na Globo que tem medo do povo, parece. Não se misturam com arquibancada, com organizada - disse Strabko, em entrevista ao Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Cartolouco opinou sobre os episódios controversos que culminaram em demissão, como a guerra de álcool em gel e conflitos com algumas torcidas.

– A guerra de álcool em gel ajudou a ser demitido. Isso aí viralizou. Eu pensei: 'ninguém vê Redação SporTV , vou fazer a guerra de álcool em gel aqui'. Foram dez segundos. E viralizou. Foi muito legal. E antes da pandemia ainda. Também teve a vez que eu chamei o Fortaleza de 'pequenininho'. Quase fui mandado embora. Cheguei a ser ameaçado de morte pela torcida. A torcida do Ceará me ama. Mas a do Fortaleza me odeia. Não posso pisar no Beach Park. Ao vivo, eu virei o símbolo do Fluminense de ponta cabeça e falei que só ia desvirar se pagasse a Série B. Tomava bronca por todas essas coisas.

O jornalista também opinou sobre o caso Robinho. Para ele, não há perseguição ao jogador por parte da emissora.



– O Robinho foi condenado na Itália. As pessoas públicas têm que servir de exemplo para as outras. Não pode voltar para o Santos como ídolo, querido pela torcida. Não acho que tem uma campanha de difamação contra ele. Hoje, ele só é milionário porque o futebol é transmitido pela Globo, porque tem muito patrocínio, porque o futebol rende muito dinheiro. O ônus da profissão é se tornar uma pessoa pública. E ele tem que saber disso. O Robinho se apropriou dessa história Bolsonaro x Globo para ver se o pessoal comprava a ideia dele, mas ele não tem nada a ver com isso – concluiu.

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