Atacante Ramón Ábila (no centro da foto)
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Atacante Ramón Ábila (no centro da foto)

O Cruzeiro recebeu da Fifa uma notificação sobre a punição que receberá se não quitar a dívida que tem com o Unión Florida, da Argentina, referente ao mecanismo de solidariedade pela compra do atacante Ramón Ábila junto ao Huracán.

O GLOBO apurou que, em ofício enviado na última quarta-feira, a Fifa aponta que a proibição de registro de novos jogadores será aplicada por até três janelas inteiras e consecutivas. A contar do próximo período de registro no calendário brasileiro, previsto atualmente para janeiro.

A Fifa solicita à CBF que implemente a pena, caso ela venha a se concretizar. Isso vale para transações nacionais e internacionais.

Segundo Breno Tannuri, advogado do Cruzeiro neste e em vários casos na Fifa, a pena no processo de Ábila poderá ser aplicada ao mesmo tempo da punição que já vigora atualmente, fruto do caso Willian, movido pelo Zorya (UCR). Mas essa segunda proibição está na condicional.

- Ela só vai ser aplicada a partir de janeiro se o clube não pagar - diz Tannuri, referindo-se ao documento assinado pela brasileira Erika Montemor, diretora do departamento de Players' Status, da Fifa.


No ofício remetido ao Cruzeiro, a Fifa sublinhou ainda que o clube não enviou correspondência para mostrar que cumpriu suas obrigações financeiras neste processo.

Em julho, o Cruzeiro emitiu uma nota na qual disse ter pago até então R$ 20,7 milhões em dívidas em processos envolvendo Ábila (Unión Florida-ARG), Rafael Sobis (Tigres-MEX) e Willian Bigode (Zorya-UCR).

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