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Marco Aurélio Cunha cogita concorrer à presidência do São Paulo
Rener Pinheiro / MoWA Press
Marco Aurélio Cunha cogita concorrer à presidência do São Paulo

Marco Aurélio Cunha confirmou nesta quarta-feira, em entrevista à Fox Sports, que deixou o cargo de coordenador de seleções femininas da CBF para tentar formalizar sua candidatura à presidência do São Paulo. Para isso acontecer, ele ainda precisa convencer os grupos de conselheiros da oposição de que é o melhor nome para competir com Julio Casares, candidato já confirmado.

- Nós estamos construindo isso. Todos têm direito a pleitear a eventual candidatura. O Roberto (Natel, vice-presidente rachado com Leco), eu, o Sylvio de Barros, o Jaime Franco e outros que vocês talvez não conheçam. Estou apenas oferecendo meu nome a uma candidatura de oposição. Deixo a CBF mesmo sem essa garantia - declarou Marco.

A previsão é de que uma convenção organizada pelo conselheiro Newton Ferreira, um dos nomes mais atuantes da oposição a Leco, seja realizada neste mês ou no próximo para que se discuta o nome ideal.

- Se entendermos que determinado nome é o mais forte, é o que melhor possa representar este grupo para, no embate com a situação, melhorar o São Paulo, já será o suficiente para mim. Não é a vaidade que vai me levar a ser candidato, é a tentativa de oferecer uma coisa que eu acho que o São Paulo está precisando, uma mudança de rumos para melhor. Poderá ser por minha candidatura ou outra, mas obviamente estou tentando formalizá-la.

Marco Aurélio ganhou notoriedade no São Paulo principalmente no início dos anos 2000, quando foi superintendente de futebol em uma das eras mais vitoriosas do clube. Ele saiu deste cargo em 2010 e retornou para um breve período como diretor de futebol em 2016, atendendo a um pedido de Leco em meio à briga contra o rebaixamento. Hoje, embora tenha votado no atual presidente, Marco se define como um crítico da gestão dele e classifica Julio Casares como um candidato a dar continuidade a ela.

- É uma nova oportunidade que o São Paulo tem de mudar. Se quiser mudar, é com a gente. Se quiser continuar igual, é com quem está lá.

Julio Casares confirmou que será candidato no mês passado. Ele diz ter o apoio de oito grupos políticos diferentes, incluindo opositores de Leco, e por isso prefere se definir como um candidato de "coalizão", não exatamente de situação.

Antes da eleição presidencial, em dezembro, 100 novos conselheiros serão eleitos em novembro. O total de votos para definir o sucessor de Leco será de 240 conselheiros.

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