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Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG

A preocupação com os efeitos da pandemia de coronavírus no futebol tem gerado visões quase apocalípticas nos dirigentes de futebol. O temor de não haver condições para a volta das competições cria incertezas quanto ao futuro de clubes e jogadores.

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O presidente do Atlético-MG , Sérgio Sette Câmara , que também faz parte do Conselho Nacional de Clubes, que vem representando as agremiações com federações e a CBF para achar soluções para este momento crítico, está pessimista com o cenário do esporte. A conta de despesas, contra as baixas receitas não tem fechado. E a tensão é grande.

- O futebol brasileiro está caminhando a passos largos, na minha opinião, para quebrar - disse Sérgio Sette Câmara em entrevista ao podcast do Globoesporte.com. Sua fala é pela dificuldade que todos terão em conseguir arrecadar com jogos, patrocínios e outras fontes, já que a economia está em grave crise coletiva.

O presidente atleticano defende que haja união dos clubes para achar soluções em conjunto e até a recriação do Clube dos 13, entidade que gerenciava os direitos das equipes em várias situações como negociações de direitos de TV, mas foi encerrada nesta década por divergências entre os membros.

Outra visão pouco otimista de Sette Câmara enfatiza que mesmo com a volta dos jogos, não resolverá várias questões dos clubes, principalmente as financeiras.

- Se ilude quem acha que a volta do futebol irá resolver os problemas. Não vai. Não teremos bilheteria, pois os jogos serão com portões fechados, e teremos despesas. O time terá de viajar, terá que pagar viagem de avião, hotel, terá que pagar. A ficha ainda vai cair ainda para a maioria das pessoas, inclusive na imprensa. Bom colocar as barbas de molho. Tenho falado disso há tempos, mas muitos me criticam, falam que estou exagerando - disse.

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