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Alexandre Mattos, diretor de futebol do Atlético-MG
Bruno Cantini/Atlético-MG
Alexandre Mattos, diretor de futebol do Atlético-MG

O Atlético-MG revelou como foi o seu balanço financeiro referente ao ano de 2019. E, o Galo apresentou déficit de R$ 5.785.901 e ainda teve o seu endividamento aumentado em R$ 94 milhões, com a dívida total do clube passando de R$ 700 milhões para R$ 746 milhões.

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O alvinegro usou uma receita extra, de R$ 49.083.351, de uma doação da MRV , seu patrocinador, que está vinculada a construção do seu estádio. Este valor não entrou diretamente nos cofres do clube, mas foi contabilizado. Sem essa receita o déficit atleticano seria de R$ 55 milhões em 2019.

Os gastos com o futebol foram as despesas que mais subiram na contabilidade alvinegra, em relação a 2018. E, apesar do discurso de austeridade, a gestão Sérgio Sette Câmara viu crescer os custos com as equipes de futebol. 

Detalhamento do balanço

Houve aumento de gastos em quase todas as áreas do clube, tendo o futebol como carro-chefe dessa conta. Veja a comparação entre os anos fiscais de 2018 e 2019. Apesar do aumento da receita líquida em 2019, que teve R$ 342.660.672 de arrecadação, contra R$ 246.415.273, os custos ainda estão bem elevados. 

  • Despesas operacionais: R$ 287.098.594 (2019) - R$ 214.942.425 (2018)
  • Despesas com o futebol profissional: R$ 277.009.466 (2019) - R$ 205.143.129 (2018)
  • Gastos com pessoal, direito de imagem e comissão: R$ 148.614.962 (2019) - R$118.005.934 (2018)
  • Outras atividades do futebol: R$ 114.470.381 (2019) - R$ R$ 70.852.759 (2018)
  • Gastos gerais do clube: R$ 13.924.123 (2019) - R$ 16.311.436 (2018)

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