Vadão, em passagem pela seleção brasileira feminina
Fifa/Divulgação
Vadão, em passagem pela seleção brasileira feminina

O técnico Oswaldo Alvarez , de 63 anos, com passagens por Corinthians , São Paulo e a seleção brasileira feminina, morreu hoje, decorrente de complicações relacionadas a um câncer no fígado.

Conhecido popularmente como Vadão, o treinador vinha tratando da doença desde dezembro, após descobri-la em um exame de rotina. No último dia 12 de maio, o quadro se agravou e o treinador foi internado no Hospital Albert Einstein, porém, não resistiu.

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O técnico começou a carreira como meia-esquerda nas categorias de base do Guarani e passou por clubes como Noroeste, Catanduvense e Botafogo-SP. Como treinador, ficou conhecido ao treinar o Mogi Mirim, com Leto, Válber e o campeão do mundo Rivaldo que, aos 19 anos, iniciava para o futebol. Inspirado no Carrossel Holandês, Vadão colocou em prática o esquema 3-5-2 e a equipe do interior passou a ser conhecida como Carrossel Caipira.  

Em sua carreira, o técnico foi campeão do Torneio Rio São Paulo em 2001 pelo São Paulo, com um time que tinha como destaque o meia Kaká , lançado por ele aos 16 anos. Também foi vice-campeão brasileiro da Série B em 2009 e vice do Paulista pelo Guarani em 2012. Seu último trabalho foi na seleção brasileira feminina, cargo que deixou em meados do ano passado após a Copa do Mundo. Em suas duas passagens pela seleção nacional, Vadão conquistou duas Copas Américas (2014 e 2018), a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos de 2015, dois Torneios Internacionais, além de um quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Brasil em 2016.

Com 63 anos, Vadão deixa sua esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvares. O velório e sepultamento, que serão restritos aos familiares por conta da pandemia do novo coronavírus, acontecerão em Monte Azul Paulista, terra onde nasceu.

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