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Lucas Piton, lateral-esquerdo do Corinthians

Tido como grande expectativa pela diretoria, comissão técnica e a torcida corintiana, o jovem lateral-esquerdo Lucas Piton , de 19 anos, vem despertando o interesse de diversos times da Europa. Recentemente, a Sampdoria apareceu como um possível destino para o jogador, em uma “disputa” com o lateral Juan Miranda, que pertence ao Barcelona, mas está emprestado ao Schalke 04, da Alemanha.

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Para aumentar os rumores de uma saída do Corinthians , o atleta está finalizando o processo burocrático para obter o passaporte italiano, o que facilitaria ainda mais uma futura transferência. Em entrevista exclusiva ao iG , o jogador, que é bisneto de italianos, minimizou essa busca pela cidadania. “É um direito que eu e meus familiares temos e acho que é bom ter não somente para o futebol”, explica ele, comentando como vê o atual momento do chamado campeonato da “Bota”. “Na Itália, o futebol vem evoluindo e buscando novamente seu lugar na Europa, como era antigamente”.

Sobre uma possível negociação na próxima janela, em um momento em que ainda tenta se firmar no time principal alvinegro, o jogador deixou em aberto essa possibilidade, mas alega ficar alheio a qualquer negociação. “Acredito que tenho que pensar no melhor para minha carreira. Eu não procuro saber sobre sondagens, negociações, etc. Busco focar totalmente dentro de campo, nos treinamentos, e buscar meu espaço no Corinthians. No futuro espero ter escrito uma história positiva e ser lembrado por onde atuei”, comenta.

Uma saída, porém, não será fácil. Piton, que renovou o contrato com o Corinthians em agosto do ano passado, conta com uma multa milionária. Uma quebra do novo vínculo, que foi estendido até dezembro de 2022, custaria ao interessado cerca de 35 milhões de euros, ou seja, quase R$ 219 milhões (pela cotação atual). Além disso, o jogador tem 100% dos seus direitos econômicos presos a equipe paulista.

Somando o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores, o jovem apareceu em 10 partidas oficiais em 2020. De acordo com dados do Footstats, somente no Paulistão, Piton arriscou 49 cruzamentos (16 certos e 33 errados), média de 6.1 por jogo, e também trocou 326 passes, média de 40.8 por partida, com 92.6% de aproveitamento. O lateral conseguiu, ainda, 15 desarmes e deu 19 lançamentos (6 certos e 13 errados), além de oito assistências para a finalização dos companheiros. Na Libertadores, o lateral entrou no segundo tempo dos dois duelos com o Guarani-PAR, pela Copa Libertadores da América.

Vale lembrar que, em 2019, o lateral jogou a Copa São Paulo, sendo promovido ao elenco profissional pelo técnico Fábio Carille. Sua estreia no time de cima ocorreu, já com o técnico Dyego Coelho, na última rodada do Brasileirão, quando deu a assistência para o gol do Corinthians na derrota para o Fluminense, por 1 a 2, na Arena. Após um ano se revezando entre a categoria de base e o Sub-20, o jovem voltou a ser inscritos na Copinha desse ano. Porém, disputou apenas a primeira partida, já que foi chamado de volta ao elenco profissional, a pedido do técnico Tiago Nunes.

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Em relação a esse bom começo no time do Parque São Jorge, aliás, o jogador lembrou da rapidez que chegou ao time titular e da importância da torcida em todo esse processo.

“A gente sempre espera por isso (chegar ao time de cima), mas realmente foi tudo muito rápido no começo do ano. Fiquei muito feliz com tudo que aconteceu. Foi um começo difícil, como é para todos, mas jogar na Arena, sempre cheia, com os torcedores me incentivando, com certeza dá um gás a mais. Eu me sinto muito à vontade jogando pelo Corinthians. Quero buscar sempre ser um jogador regular e com boas atuações. Deixar meu nome na história do clube e do futebol e um dia buscar a Seleção Brasileira, se Deus quiser”, diz.

Com boas apresentações e muita personalidade, Piton já ganhou a confiança da torcida do Corinthians, que, antes da parada das competições por conta da pandemia, cobrava a sua titularidade e criticava o técnico Tiago Nunes pela insistência com o experiente Sidcley. Diante desse cenário, o jogador caminha para repetir o sucesso alcançado por outros laterais que vieram do “terrão” e deixaram saudades na torcida corinthiana, como é o caso do hoje técnico Sylvinho, o polêmico Kleber e, mais recentemente, o jovem Guilherme Arana, que atualmente defende as cores do Atlético Mineiro.

“Com certeza (são jogadores que me inspiram). O mais recente é o Arana e a lembrança é maior. Mas, claro que busco me espelhar nesses caras que conseguiram a idolatria da Fiel”, diz ele, que segue treinando em casa para não perder tanto o ritmo, mas, também aproveita a quarentena para curtir as pessoas próximas. “Tenho aproveitado esse tempo para estar com minha família, em Jundiaí. Treino sozinho, busco seguir as atividades passadas pela comissão técnica do Corinthians . É um período difícil, que sentimos falta da rotina de treinos e jogos, mas que podemos aproveitar para fazer coisas que não conseguimos quando estamos na temporada”, conclui.

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