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Há menos de um ano, o Palmeiras fazia campanha quase perfeita nas nove primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, com larga vantagem na liderança. Mas, depois da pausa do torneio durante a Copa América, o time perdeu força, a ponto de ter gerado a demissão de Luiz Felipe Scolari. E o técnico explica que a queda tem muito a ver com a piora de alguém que considerava fundamental para fazer seu esquema funcionar em campo: Deyverson .

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Jales Valquer / FramePhoto / Agência O Globo
Felipão



- Tínhamos uma situação de trabalho e organização da equipe em que nos baseávamos bastante nas características dos atletas que jogavam. O que nos dava suporte para aquele estilo de jogo era o Deyverson, que joga muito e fez um Campeonato Brasileiro espetacular em 2018, sendo um dos alicerces do título do Palmeiras. Ele fazia uma marcação muito forte no campo adversário, e trazia, junto com ele, os nossos jogadores - disse Felipão à Fox Sports.

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- No começo da Copa América, notamos que a equipe já não tinha aquela agressividade e postura. Nem o Deyverson dava o que pretendíamos. Não conseguimos arranjar a equipe de forma igual aos nove primeiros jogos do Brasileiro e como jogamos desde que chegamos, em 2018. As alternativas que procurávamos não correspondiam. Os atletas tentavam, mas não era a mesma coisa. Não conseguimos dar sequência naquele trabalho - completou.

- A derrota na Copa do Brasil, nos pênaltis, para o Internacional, quando já estávamos quase na semifinal, e depois, a derrota em casa, para o Grêmio, de virada, quando tínhamos o jogo à disposição, foram fatores que influenciaram na nossa saída - prosseguiu Scolari, demitido em agosto, menos de dois meses depois da retomada das competições com o fim da Copa América.

A eliminação para o Grêmio, na Libertadores, foi ainda mais marcante. O Verdão tinha vencido a ida das quartas de final, em Porto Alegre, por 1 a 0. Mas perdeu, de virada, por 2 a 1, no Pacaembu, caindo por ter feito menos gols fora de casa. Causando uma frustração que já tinha ocorrido na semifinal do ano anterior, quando o Boca Juniors ganhou por 2 a 0 na Argentina e avançou à final com 2 a 2 no Allianz Parque. O sonho de outra Libertadores no clube, então, não foi cumprido por Felipão.

- Quando vim para o Palmeiras, a intenção era ganhar mais uma Libertadores em um, dois anos. Era tudo que queríamos e imaginávamos em 2018 e 2019. Tínhamos uma excelente equipe, bem organizada, e com a possibilidade de contrato de um ou outro jogador. Perdemos em dois momentos cruciais, por determinadas situações que não conhecíamos ou conhecíamos e não conseguimos fazer com que o adversário fizesse errado - lembrou.

- Pecamos, contra o Boca Juniors, em dois momentos no segundo tempo e tomamos dois gols, e o Boca Juniors soube se colocar à vontade no segundo jogo. Depois, em casa, tivemos dificuldade contra o Grêmio e fomos superados em dois momentos, principalmente, com a qualidade muito grande de um atleta do Grêmio - recordou, falando do atacante Everton.

Sem ter acertado com nenhum clube ou seleção desde a sua saída do Palmeiras, Felipão, campeão da Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, define a Libertadores que venceu com o Palmeiras, em 1999, como a sua principal conquista na competição continental de clube. Maior até do que a edição de 1995, que ganhou à frente do Grêmio.

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- A Libertadores que ganhamos foram difíceis, como é normal. Pela história, o melhor jogo foi o nosso jogo final, ganhando nos pênaltis, pelo Palmeiras, com o Zinho, nosso melhor batedor, começando acertando a trave, o Marcos caindo nos cantos errados e fomos até a quarta bola com ela batendo na trave e passando, nas costas do Marcos, a centímetros de entrar. E ganhamos no último pênalti. Embora tenha ganhado só duas, essa vou me lembrar como a melhor de todas, por ter sido mais difícil - recordou Felipão .

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