Um levantamento feito pelos 12 clubes de menor expressão que disputam a Série A do Campeonato Carioca foi apresentado à Federação de Futebol do Rio, durante reunião por videoconferência nesta sexta-feira, que debateu o cenário econômico e também os protocolos de saúde para o retorno da competição.

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João Carlos Gomes/ Bangu
250 atletas de pequenos do Rio estão desempregados


Segundo estimativa dos dirigentes, já há 250 jogadores desempregados a partir de abril, mês em que a maioria dos contratos se encerra. O cálculo é que mil pessoas das respectivas famílias destes atletas sofrem com a falta dos jogos e das receitas oriundas das partidas. A previsão é que ao longo do mês este número chegue a 350 atletas e 1400 familiares.

Além dos direitos de televisão, os clubes também não receberam boa parte de seus patrocínios.

Ferj diz que vai ajudar

A falta de jogos ainda zerou a arrecadação com bilheteria e vendas dos bares, especialmente no Maracanã. Desde a paralisação do Estadual, os clubes solicitam auxílio da CBF, que repassou valores para os que disputam as Sérias C e D, equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas de cada uma dessas divisões.

O benefício atendeu parcialmente Volta Redonda, na terceira divisão, e Portuguesa, Cabofriense e Bangu, na quarta divisão. Clubes como América e Americano, que disputam o grupo Z, que define o rebaixado do Estadual, estão em situação mais crítica.

Eles esperam que a Federação de Futebol do Rio encaminhe parte dos R$ 120 mil repassados pela CBF para as entidades em todos os estados filiados. Mas muitas federações estão utilizando o recurso para pagar suas contas, uma vez que também foram afetadas com a paralisação dos jogos.

Procurada, a Ferj informou que vai usar a verba, como sempre fez, para o benefício dos clubes, mas não especificou de que maneira.

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