A Conmebol iniciou nesta terça-feira, em uma videoconferência, um debate que se alongará pelas próximas semanas a respeito de medidas de saúde a serem aplicadas no futebol diante do coronavírus. A entidade reuniu os médicos das seleções e associações nacionais do continente em uma conversa que durou mais de duas horas.

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CONMEBOL/REPRODUÇÃO
Sede da Conmebol


Foi um pontapé inicial. A ideia da Conmebol é ampliar o diálogo, dando tempo para verificar o desenrolar do Covid-19 em cada país. A entidade, no entanto, não colocou à mesa datas para uma possível volta do futebol. Por ora, as competições sul-americanas estão suspensas até 5 de maio.

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- Não existe cartilha ainda. Foi para pensarmos a respeito de quais medidas tomar, como podemos nos planejar. É difícil fazer uma norma geral porque cada país tem seu Ministério da Saúde. Cada realidade é diferente. É o início do estudo. Mas claro que consideramos medidas gerais, como preconizar a higiene e distanciamento social. Só que não sabemos como a situação estará em um mês, dois meses ou até três - comentou Rodrigo Lasmar, médico da seleção brasileira.

A Conmebol, representada pelo chefe da Comissão Médica, Osvaldo Pangrazio, não marcou data para uma nova conferência. Mas a ideia é que os médicos troquem e-mails ao longo dos dias, formalizando as propostas visando à criação de um protocolo no continente.

Nesse cenário de discussão, os médicos ponderaram a dificuldade de estabelecer padrões similares para clubes e seleções. Além disso, admitem que é preciso ponderar a situação financeira dos clubes como um todo - não apenas os que disputam a Libertadores , por exemplo. Inclusive, não se pode tirar da equação as categorias de base.

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Por atuar na seleção, Lasmar tem recebido consultas de jogadores que atuam na Europa e são convocados com certa frequência. O lateral-direito Danilo, da Juventus, foi um dos que mantiveram contato com o médico. O clube italiano teve casos confirmados, como o zagueiro Rugani, o volante Matuidi e o atacante Dybala.

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