Fiel e solidária. A torcida do Corinthians atendeu ao chamado urgente e, em menos de 24 horas, esgotou as 1.226 vagas para a campanha de doação emergencial “Sangue Corinthiano”, que visa aumentar os estoques nos hemocentros dos hospitais da cidade, que estão em nível crítico diante da pandemia do novo coronavírus.

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Reprodução
Corinthianos na luta contra o coronavírus


Marcada para ocorrer de 7 a 9, das 8h30 às 13 horas, na Arena Corinthians , a campanha contou com uma inscrição prévia, justamente para que não haja aglomerações. As pessoas serão atendidas no Setor Leste do estádio, com recepção nos portões H ao N. O estacionamento será gratuito e os pedestres deverão ingressar pelo portão E4.

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Vale lembrar que, desde 2015, a Arena Corinthians é palco da campanha Sangue Corinthiano, um projeto nacional idealizado e promovido pela Fiel Torcida, que usa a força e união de seus torcedores para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. A campanha também segue uma recomendação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que se reuniu com outros clubes do Brasil e solicitou que todos incentivassem e organizasse essa coleta de sangue com seus torcedores, usando a hashtag #CorrenteDeSangue.

O sangue coletado durante essa campanha emergencial na Arena será distribuído entre os hemocentros Colsan, Banco Paulista, Fundação Pró-Sangue e São Lucas, que atendem diversos hospitais na cidade. Diante da quarentena, no Banco de Sangue São Paulo, o déficit nas doações chegou a atingir a marca de 50%. Após uma campanha de alerta pelas redes sociais convocando a população, houve uma reação, mas, a queda nos estoques sanguíneos ainda chega a 28%.

“Estamos incentivando o doador de sangue a sair de casa para realizar esse ato heroico, porque as cidades e transportes estão mais vazios, tornando o acesso aos pontos de coleta de sangue mais seguro e confortável. A população brasileira é reconhecida por sua postura solidária e certamente dará mais este bom exemplo ao mundo”, destaca o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

A preocupação é que a falta de sangue pode não só afetar transfusões em pacientes com hemorragias e anemia graves ou que estejam na luta contra o câncer, a febre amarela e a dengue, mas também aquelas que podem ser necessárias para o tratamento dos diagnosticados com coronavírus.

Para garantir a segurança dos doadores, os bancos de sangue adotaram medidas de segurança contra o Covid-19, seguindo todas as orientações necessárias de prevenção. Todos os serviços estão disponibilizando condições de lavagem de mãos, uso de antissépticos e acolhimento que minimizem a exposição a aglomerado de pessoas. Além disso, cuidados com a higienização das áreas, instrumentos e superfícies também têm sido intensificados pelos hemocentros.

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