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A preocupação com o coronavírus ganhou uma proporção ainda maior entre os jogadores. Presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj), Alfredo Sampaio afirmou que, após ter conversado com os capitães das quatro equipes de maior projeção no estado, decidiu protocolar à CBF e à Ferj uma solicitação de paralisação do Campeonato Carioca.

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"Entramos em contato com eles após a decisão de tirarem o público dos estádios. Os capitães das equipes manifestaram uma preocupação grande com a rotina que envolve o Estadual. Por mais que não haja presença de torcedores, cada partida envolve em torno de 50 pessoas, considerando jogadores, comissão técnica, imprensa... Além disto, há deslocamentos, trânsito do hotel para o estádio. Por isto, a partir de segunda-feira, vou protocolar à Ferj e à CBF o ofício com o pedido do adiamento da competição", disse  Alfredo Sampaio ao Lance .

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Sampaio aponta as preocupações que mais chamaram sua atenção entre as reivindicações dos capitães. O meia Everton Ribeiro, do Flamengo, o zagueiro Leandro Castan, do Vasco, o meia Nenê, do Fluminense, e o zagueiro Joel Carli, do Botafogo, foram alguns dos jogadores se manifestaram em relação ao prosseguimento do Campeonato Carioca .

"Há preocupação com o trânsito, o possível risco de contágio e até de contaminar alguém da família com o coronavírus. Afinal, a doença pode ser transmitida às esposas e até a filhos e pais deles que, dependendo da idade, são o grupo mais suscetível em meio à pandemia. Por mais que o atleta tenha vigor físico, o que garante uma boa imunidade, não quer dizer que ele está completamente a salvo. A prova disto é o que vemos lá fora", declarou.

O presidente da Saferj lamentou a declaração de Wilson Witzel. Perguntado na última sexta-feira sobre a determinação de que jogos do Estadual aconteçam com portões o governador do Rio de Janeiro afirmou que "o contágio é entre atletas, aí o risco é deles".

"Foi muito infeliz. Só serviu para mostrar que muita gente acha que os jogadores vivem em um mundo à parte. Não podemos pensar desta maneira, lidando com crises mundiais do jeitinho brasileiro! Por mais que eu entenda que a paralisação do Carioca vá afetar o calendário nacional, temos de parar de ver tudo por uma questão econômica e política", afirmou Alfredo Sampaio, enumerando:

"Os dirigentes têm de parar de pensar que jogadores e comissão técnica não são afetados por nenhum problema no mundo. Muitas comissões técnicas têm, por exemplo, roupeiros idosos, que estão há muito tempo em um clube. E o risco dele ser contaminado com o coronavírus e contagiar os outros integrantes? Temos o exemplo do Campeonato Gaúcho, no qual o Grêmio jogará amanhã (domingo) no Rio Grande do Sul com portões fechados às 11h, e a previsão do tempo é de 38 graus. Há uma falta de coerência muito grande no trato com os atletas", completou.

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Sampaio detalhou os próximos passos em relação à busca por prevenção entre os jogadores. "Infelizmente, não devemos ter uma resposta a tempo de paralisar a competição já neste fim de semana. Mas, com o envio do ofício à CBF e à Ferj na segunda-feira, será uma primeira tentativa nossa. Os jogadores estão preocupados não só com a rotina de Estadual, mas também com a Copa do Brasil. Afinal, há o trânsito em aeroportos, aviões, hotéis. Vamos tentar, por mais que a gente saiba que será desafiador mudar a rotina do calendário", afirmou.

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