Ninho do Urubu foi palco da tragédia que matou 10 jovens do Flamengo
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Ninho do Urubu foi palco da tragédia que matou 10 jovens do Flamengo

Um ano depois do incêndio que matou dez jovens da base do Flamengo no CT Ninho do Urubu , completo neste sábado, o clube só chegou a quatro acordos com as famílias das vítimas, que desde então convivem com a ausência dos filhos. Até agora, a mãe de Rykelmo Vianna foi a única que entrou com ação exigindo R$ 6,9 milhões de indenização e pensão na Justiça, caminho que será seguido por pelo menos mais duas famílias, de Christian Esmério e Jorge Eduardo.

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No total, sete representantes dos atletas não aceitaram o valor proposto pelo Flamengo , que estabeleceu um teto e só admite flexibilizar a forma de pagamento, não o montante total. A lógica é que mãe e pai casados têm direito a um valor de dano moral de pouco mais de R$ 1 milhão, com pensão mensal até o ano no longo prazo. Totalizando uma quantia próxima de R$ 2 milhões.

Como há casais separados, o acordo prevê metade do valor para cada representante, caso do pai de Rykelmo, que aceitou R$ 600 mil em indenização. Outro acordo específico dentro deste valor foi com Dona Josete, avó de Vitor Isaías, que recebeu o valor na íntegra, como um casal, pois é a única que tinha a guarda do jovem.

Os outros dois acordos obedeceram a mesma lógica, e foram fechados com os pais de Áthila Paixão e Gedson Santos. Representantes jurídicos de Arthur Vinicius, Bernardo Pisetta, Pablo Henrique e Samuel Thomas Rosa indicaram que não há diálogo com o Flamengo em busca de um acordo. Todas as famílias são representadas por advogados, menos a de Samuel, que está com a Defensoria Pública.

Quem não chegou a um consenso com o clube está recebendo atualmente R$ 10 mil por mês, por determinação da Justiça do Rio. O Flamengo pagava R$ 5 mil por família com a qual não tinha acordo, e a partir de janeiro teve que dobrar os valores. Os representantes que fecharam com o clube não recebem o valor determinado pela Justiça. Isso vale para todos os sobreviventes, feridos ou não, que também foram indenizados por dano moral.

Torcedores picharam muro do Flamengo
Reprodução
Torcedores picharam muro do Flamengo

O Flamengo , no entanto, pagou e paga todas as questões relacionadas a tratamento psicológico dos familiares. Assim como arcou com viagens e custos de sepultamento das vítimas. Dos 26 atletas que dormiam em um alojamento no Centro de Treinamento do clube, 10 morreram, três se feriram e treze escaparam sem ferimentos.

Os 10 mortos e quem fechou acordo com o Flamengo:

  • Athila Paixão, de 14 anos (Aceitou acordo)
  • Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos (Sem acordo)
  • Bernardo Pisetta, 14 anos (Sem acordo)
  • Christian Esmério, 15 anos (Sem acordo)
  • Gedson Santos, 14 anos (Aceitou acordo)
  • Jorge Eduardo Santos, 15 anos (Sem acordo)
  • Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos (Sem acordo)
  • Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos (Mãe sem acordo, pai aceitou)
  • Samuel Thomas Rosa, 15 anos (Sem acordo)
  • Vitor Isaías, 15 anos (Aceitou acordo)

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