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Acordo previa que o pagamento dos bichos pelas conquistas da Libertadores e do Brasileirão seriam feitos até a última sexta-feira, mas os valores não foram depositados; o clima na concentração rubro-negra ficou estremecido

Jogadores do Flamengo levantam a taça de campeão da Libertadores 2019 arrow-options
Nayra Halm/Fotoarena/Agência O Globo
Jogadores do Flamengo levantam a taça de campeão da Libertadores 2019

Os bastidores do Flamengo não foram dos melhores na véspera da decisão do Mundial de Clubes, contra o Liverpool, hoje, às 14h30. O motivo do mal-estar foi o fato de a diretoria ter comunicado que não iria pagar o valor da premiação referente aos títulos do Brasileiro e da Libertadores na data combinada.

Ainda no primeiro semestre, a diretoria prometeu premiações em caso de títulos. Na ocasião, os atletas fizeram questão de ceder 30% para que os funcionários também fossem contemplados. O ano passou, os títulos do Brasileiro e da Libertadores vieram, mas o que foi apalavrado não foi cumprido. A reportagem apurou que o depósito do valor referente às premiações teria que ser feito ontem, mas a cúpula rubro-negra comunicou que não iria ocorrer até a segunda ordem — há quem defenda o pagamento até o fim do ano.

De acordo com a apuração do jornal O DIA, a determinação para não efetuar os depósitos partiu do presidente Rodolfo Landim. Alguns funcionários procuraram Jorge Jesus e atletas para relatar o ocorrido e pedir ajuda no processo de convencimento para que a diretoria voltasse atrás e cumprisse o trato. Na conversa com o Mister e parte do elenco, eles desabafaram e disseram que o sentimento é de injustiça.

O técnico e alguns jogadores procuraram membros da cúpula do Flamengo, mas foi em vão. Até a publicação desta matéria, nenhuma solução havia sido passada aos funcionários. A reportagem procurou a assessoria do clube, mas, provavelmente por conta do fuso horário, já que em Doha são seis horas à frente, as respostas não chegaram.