Tamanho do texto

Norma permite punir os casos de invasão de treinos, confrontos entre torcedores fora dos estádios e atos de agressão praticados contra atletas, árbitros e jornalistas mesmo em seus períodos de folga

Torcedores do Cruzeiro invadiram CT para cobrar jogadores neste ano arrow-options
Reprodução / Instagram
Torcedores do Cruzeiro invadiram CT para cobrar jogadores neste ano

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, o projeto da Câmara dos Deputados que amplia a lista de casos de violência passíveis de punição pelo Estatuto de Defesa do Torcedor e aumenta a sanção prevista.

Leia também: Neto parabeniza Fla e ataca Globo e Fox Sports: "Mostrou que é flamenguista"

A nova lei, publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial da União, inclui a violência praticada pelas torcidas organizadas e seus associados, mesmo quando não houver partida em disputa.

A norma permite punir os casos de invasão de treinos, confrontos entre torcedores fora dos estádios, como estações de metrô, e atos de agressão praticados contra atletas, árbitros, fiscais, organizadores de eventos e jornalistas mesmo em seus períodos de folga.

Atualmente, o estatuto prevê punição apenas para as agressões ocorridas durantes as partidas.

A Lei 13.912/19 também prevê aumento da pena para a torcida organizada e torcedores que provocarem tumulto ou cometerem atos de violência.

Leia também: Futebol chinês surge como novo obstáculo no Flamengo para manter Jorge Jesus

Atualmente, eles ficam proibidos de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de três anos, além de responderem civilmente pelos danos causados. A norma suspende a torcida violenta dos estádios por cinco anos.

A nova lei é oriunda de projeto apresentado pelo ex-deputado Andre Moura, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2016 e enviado ao Senado, que manteve o texto sem modificações.

    Leia tudo sobre: Futebol futebol