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Estudante de psicologia, Bhel Dietrich é casada com o capitão do Palmeiras há 10 anos e conheceu o craque quando ele ainda jogava em time do Paraná

Não é necessário acompanhar futebol para saber como os torcedores, em sua grande maioria, podem extrapolar os limites da razão pelo seu clube do coração. Isso fica ainda mais claro quando vemos notícias de que um torcedor do time x entrou em confronto com um torcedor do time y, ou quando um grupo de pessoas invadiu gramados, centros de treinamento e até mesmo ameaçaram jogadores, comissão técnica e, em alguns casos, até familiares de atletas, o que aconteceu recentemente com Bruno Henrique, do Palmeiras.

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Reprodução/Instagram
Bhel, mulher de Bruno Henrique


Diante de uma sequência de derrotas e eliminações do Palmeiras, Bruno Henrique acabou passando por uma situação bem chata: ele caminhava na rua com sua esposa, Bhel , e foi parado por torcedores que o insultaram em um momento que o atleta não estava trabalhando, mas sim aproveitando sua folga em família. Um vídeo desse momento acabou caindo nas redes sociais e viralizou, principalmente pelo fato da mulher do jogador não recuar em nenhum momento e responder aos torcedores, sem nenhum medo.

O nome dela é Bhel Dietrich. Ela é casada com Bruno Henrique há 10 anos e é estudante de psicologia. Nas redes sociais, a chamada “Kardashian brasileira” faz sucesso e apesar da vida estabilizada que tem, escolheu não viver apenas a vida do marido, mas ir atrás de seus sonhos. “Eu optei por estudar quando percebi que, antes de ser a esposa que eu gostaria de ser, precisaria ser a mulher que eu gostaria de ser”, contou ela em entrevista ao iG Esporte.

Bruno Henrique e Bhel arrow-options
Reprodução/Instagram
Bruno Henrique e Bhel


Segundo ela, é natural que a maioria das esposas viva a vida dos maridos no meio esportivo e ela se encaixava nisso. “Chegou uma hora que comecei a me perguntar qual era a minha maior alegrias e as repostas eram as realizações do Bruno. Isso mexeu comigo. Me questionei: ‘por que não tenho realização própria? Qual a minha meta de vida?’ Percebi que assistia ele bater metas e realizar sonhos e eu estava deixando os meus objetivos para trás, eu já estava na zona de conforto”, disse ela.

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Os planos de Bhel não acabam após a faculdade, aliás, eles continuam ainda mais fortes: ela pretende fazer uma pós-graduação em psicologia transpessoal e, posteriormente, atender em seu próprio consultório. “Por enquanto, essas são minhas metas, mas o que me move é transformar vidas e entregar ferramentas para ajudar na evolução emocional das pessoas”, contou ela, que se apaixonou pela psicologia depois de ver sua vida transformada pela terapia.

Além de sua vida pessoal, a futura psicóloga também tem suas seus planos com o marido, é claro, e um que, segundo ela, está próximo de acontecer, é engravidar. “Eu sei que não é comum um casal esperar 10 anos para ter filhos, mas eu queria estar emocionalmente preparada para ser mãe. Sendo assim, nosso pensamento  é engravidar em breve”.

Vida de mulher de jogador

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Reprodução/Instagram
Bhel


Quando Bhel e Bruno se conheceram, ele jogava no Iraty futebol clube, localizado no Paraná, ou seja, por se tratar de um clube pequeno, ela ainda não tinha vivido a exposição de ser mulher de jogador. “No começo eu não estava preparada, mas depois acabei acostumando. A exposição faz parte do ‘pacote’ (risos)”, explicou.

Bhel fica até mesmo sem graça quando é reconhecida nas ruas sem a presença do marido e, falando em ausência de Bruno Henrique, isso é algo comum na vida dela, que tem que lidar com as inúmeras viagens, treinos e concentrações do atleta. “Eu não gosto de ficar sem ele porque nos damos muito bem e amamos ficar junto”, disse ela, que aproveita esses dias para estudar, fazer cursos e ter seu tempo sozinha.

Em relação as críticas, ela também não se importa muito e acreditar encarar numa boa na maioria das vezes. “Mas de vez em quando magoa, né? Afinal de contas, tenho sentimentos”.

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Com o episódio em que ela e Bruno Henrique foram parados por torcedores, ela disse que  entende a torcida, em partes.  “Também sinto o mesmo sentimento, a mesma frustração. Eu também gostaria muito que ganhássemos tudo, mas penso que nada justifica alguém querer magoar outra pessoa por pura maldade”, finalizou Bhel, que ao lado do marido já passou por outros momentos como esse.

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