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Tricolor vive maldição na posição desde 2005, com mais de 20 jogadores testados sem sucesso; relembre as tentativas frustradas ao longo dos anos

Cicinho se destacou no São Paulo em 2005 arrow-options
Rubens Chiri/saopaulofc.net
Cicinho se destacou no São Paulo em 2005

Entra ano, sai ano, e a saga da lateral direita do São Paulo continua. Na atual temporada, diante do desejo de ter o jogador ideal para a posição, o Tricolor chega até a sonhar com nomes importantes, como Daniel Alves, Martín Cáceres e Juanfran, porém, a realidade do clube do Morumbi para o restante do ano deve ser a que se repete há quase 15 anos: continuar procurando.

Cicinho foi o último lateral-direito a ter sucesso vestindo a camisa tricolor. Campeão paulista, da Libertadores e do Mundial em 2005 , em sua primeira passagem pelo clube, o jogador deixou o time no final daquele ano. A partir dali, se iniciou a maldição da lateral direita do São Paulo , que segue buscando alguém de destaque para o setor até hoje.

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Após a saída de Cicinho, incontáveis nomes passaram pelo Tricolor para atuar na posição. Dentre eles, pode-se destacar pelo menos 20 jogadores que em algum momento representaram a possibilidade de acabar com o problema no setor, mas nenhum deu certo.

Nos primeiros anos após a saída de Cicinho, o clube do Morumbi conquistou o tricampeonato brasileiro, em 2006/07/08. Porém, mesmo neste período vitorioso, não houve um atleta que tenha conquistado a torcida de forma unânime. Na época, passaram pela lateral: Ilsinho, o equatoriano Reasco, Jancarlos (que morreu em acidente de carro no ano de 2013), Wagner Diniz e o argentino Adrian Gonzalez. Este último, inclusive, protagonizou um episódio curioso fora dos gramados, ao desmaiar durante uma entrevista coletiva. O programa “Globo Esporte” registrou o momento:


Ainda durante a conquista do tri, também houve espaço para as improvisações no setor, como o meia Souza, que atuou na lateral em alguns jogos. Já em 2009, também de forma improvisada, foi a vez de Jean assumir a posição.

Em 2010, Cicinho retornou ao São Paulo, mas esteve longe de ser o jogador que brilhou na primeira passagem. No mesmo ano, quem também voltou a vestir a camisa são-paulina foi Ilsinho. Já em 2011, a aposta da vez foi o paraguaio Ivan Piris, que não deixou saudades.

Douglas não resolveu o problema da lateral direita são-paulina arrow-options
Reprodução/Site São Paulo
Douglas não resolveu o problema da lateral direita são-paulina

No ano seguinte, Douglas assumiu o posto e foi um dos que mais atuou com a camisa tricolor durante esta interminável saga. O lateral deixou o São Paulo em 2014 e teve como destino o Barcelona, em uma negociação que muitos consideravam improvável. Um pouco antes, quem também teve um período de titularidade foi Paulo Miranda, zagueiro improvisado no setor. Depois disso, Auro, garoto vindo da base, ganhou espaço, mas por pouco tempo. O jovem acabou não se firmando na posição.

Ainda durante o período em que Douglas esteve no Morumbi, Caramelo foi contratado, mas pouco jogou. O atleta foi uma das vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, em 2016, que deixou 71 mortos.

Em 2015, Bruno foi contratado e também teve “vida longa” no clube, mas suas atuações nunca convenceram a torcida são-paulina. Já em 2016, quem chegou para resolver o problema da lateral direita foi o argentino Buffarini, que também decepcionou.

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No ano retrasado, o volante Araruna foi improvisado na lateral e disputou vaga com Bruno e Buffarini. Durante o Campeonato Brasileiro, porém, quem acabou como titular foi outro “quebra-galho”, o zagueiro Militão, que permaneceu no setor até o meio da temporada passada. Após Militão ser negociado com o Porto, outros dois jogadores surgiram como esperança: Régis e Bruno Peres. Mas, assim como tantos outros, não vingaram.

Na atual temporada, coube a Hudson a missão de assumir a lateral direita do São Paulo . Improvisado, o volante manifestou a vontade de não permanecer na posição. A partir daí, Igor Vinícius virou titular da equipe.