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Proibida desde 1996, bebidas com teor alcoólico entre 6 e 9% vol. estarão liberadas nos estádios e arenas. João Dória ainda precisa aprovar a PL

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cerveja no estádio
Reprodução
Bebidas Alcoólicas estarão liberadas no estádios de São Paulo

Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram, nesta quinta-feira (13), o projeto de lei que autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas dentro de estádios de futebol e arenas esportivas no estado de São Paulo.

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Com a aprovação na Assembleia o projeto de lei 1.363/15, que "dispõe sobre a autorização, comercialização, propaganda e consumo de bebidas alcoólicas em eventos esportivos nos estádios de futebol e arenas esportivas localizadas no Estado", segue para a sanção do governador do estado, João Doria.

A venda, distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas em um raio de 200 metros da entrada dos estádios está proibida desde 1996.

O projeto criado pelo deputado Itamar Borges, autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares, lanchonetes e congêneres destinados aos torcedores, bem como nos camarotes e espaços VIPs dos estádios e arenas .

Ainda segundo o projeto, a venda de bebidas alcoólicas deve ser iniciada 1h30 antes do início da partida e encerrada 60 minutos após seu término.

O projeto de lei também prevê alguns cuidados com a embalagem. As bebidas deverão ser comercializadas em embalagens plásticas descartáveis, cujo recipiente não tenha capacidade superior a 500 ml. A venda e a entrega de bebida alcoólica a menores de 18 anos é proibida.

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Um detalhe importante é que a liberação é apenas para bebidas com teor alcoólico entre 6 e 9% vol., vetando desta forma a venda de whisky, vodka e pinga, bebidas mais fortes

A liberação de bebidas alcoólicas nos estádios pode ser benéfica para os clubes de São Paulo, como acredita o advogado Cristiano Caús, que atua na área do direito esportivo. Ele acredita que os clubes possam tirar proveito econômico com a liberação. 

"A aprovação da venda pra ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) é motivo de comemoração para os torcedores e também para as empresas de bebidas, especialmente cervejarias, pois o mero patrocínio agora será incrementado com uma ativação decente nas praças esportivas. E o recurso vindo dessas empresas não é de se jogar fora", afirmou.

Cristiano criticou a proibição da venda de bebidas nos estádios, que para ele, teve como principal motivo a questão da violência entre torcidas.

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"A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios sempre me soou como um atestado de incompetência do poder público na área da segurança. No século 21, não podemos admitir a proibição como controle da violência', declarou o advogado.