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Autor de Projeto de Lei que pede a extinção das torcidas organizadas, senador mais votado de São Paulo afirmou que prosseguirá com a ideia

Eleito senador por São Paulo com mais de 9 milhões de votos (25,81%) no pleito do último domingo , o deputado federal Major Olímpio (PSL), coordenador da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência, quer o fim das torcidas organizadas no Brasil. Autor do Projeto de Lei (PL) 1587/2015, que fala em extinguir as torcidas, ele reafirmou o desejo em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , já como futuro membro do Senado.

Senador eleito Major Olímpio ao lado do presidenciável Jair Bolsonaro; Olímpio apoia o fim das torcidas organizadas
Reprodução/Twitter
Senador eleito Major Olímpio ao lado do presidenciável Jair Bolsonaro; Olímpio apoia o fim das torcidas organizadas

"Vou prosseguir com ele (projeto de extinção das organizadas). As torcidas organizadas surgiram como grupos para apoiar os times, mas se tornaram organizações criminosas que colocaram os clubes e os torcedores como reféns. Organizadas de São Paulo fizeram até campanha para não votar em mim, porque se tornaram esses antros que geram violência. São fachadas para o crime", afirmou Major Olímpio .

Em sua justificativa quando criou o PL, o deputado afirmou que "a violência entre as torcidas organizadas nos estádios brasileiros e fora deles tem sido uma constante realidade em datas de eventos esportivos" e que "quando se fala sobre torcida organizada, nos remetemos de imediato às brigas, mortes, danos aos patrimônios públicos e privados, que são gerados em decorrência de confrontos entre torcidas rivais".

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O policial militar da reserva disse ainda que "os defensores da manutenção de torcidas organizadas alegam que a sua extinção prejudicará os bons torcedores, aqueles que estão com espírito apenas de motivar a equipe para que torce, porém bem sabemos que diversos torcedores que compõe as arquibancadas não pertencem a nenhuma torcida organizada e não precisam de tal para comparecem aos estádios e manifestarem apoio à sua equipe".

Em outro trecho da proposta, o parlamentar recorreu aos clubes, afirmando que eles "deveriam se beneficiam da existência das torcidas", mas que "se veem ameaçados e responsabilizados pelos danos que são causados pelos seus torcedores, com ameaças aos dirigentes e jogadores, e depredações de estádios e centros de treinamentos".  Leia aqui na íntegra.

Torcidas organizadas de São Paulo contra Bolsonaro, que apoia Major Olímpio

Torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians, foi uma das que declarou ser contra Jair Bolsonaro, que apoia Major Olímpio
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians, foi uma das que declarou ser contra Jair Bolsonaro, que apoia Major Olímpio

Antes ainda do primeiro turno das eleições gerais no Brasil, as torcidas organizadas Gaviões da Fiel , do Corinthians, e Torcida Jovem , do Santos, se manifestaram pedindo que seus associados não votassem em Jair Bolsonaro, lembrando as lutas contra a Ditadura Civil Militar (1964-1985). 

A primeira não chegou a citar o nome do presidenciável, mas fez referências que deixaram claro que, além de não apoiar o candidato do PSL, era incoerente que um membro votasse nele. Já a Jovem do Santos disse que as pautas de Bolsonaro e outros candidatos com o mesmo alinhamento ideológio são incompatíveis com as raízes da torcida.

Torcidas de outros clubes do Brasil também participaram do ato entitulado "#EleNão", realizado em 29 de setembro contra a candidatura de Bolsonaro.

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Além de Major Olímpio , defensor antigo e fiel do bolsonarismo, os eleitores de São Paulo elegeram Mara Gabrilli, com mais de 6,5 milhões de votos (18,59%) para a outra cadeira paulista no Senado Federal.

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